A França vai ficar, para sempre, com a amarga sensação de que poderia ter vencido a Nova Zelândia, em Auckland, diante de 61.079 pessoas, e faturado a Copa do Mundo de Rugby.
Os All Blacks, que começaram bem, escorando um try aos 14 do primeiro tempo, não conseguiram manter o ritmo e foram surpreendidos pelos franceses, que desde minutos antes da partida, quando se postaram de maneira diferente diante do haka, mostraram que não temiam os donos da casa.
Não venceram, mas venderam muito caro a derrota, o que só aumentou o valor da conquista dos All Blacks, 8 a 7, o placar mais apertado de todas as finais de Copa do Mundo.
Vitória após 24 anos, algo parecido quando o Brasil no futebol venceu em 1970 e depois só foi levantar a Jules Rimet em 1994, 24 anos depois, ao empatar em 0 a 0 com a Itália e ganhar nos pênaltis.
A história de hoje foi assim. Apertadíssima, aberta até o último segundo, e o título, garantido através de um pênalti, ficou com a seleção mais tradicional do esporte, que carregava uma pressão gigantesca nas costas.
Parabéns aos franceses, que deram um sapeca-lê-lê nos All Blacks, e parabéns aos vizinhos neozelandeses, bicampeões com todos os méritos, finalmente acabando com a fama de chokers.














