Braza, Bah-BQ e Chimmichurri

Braza e Bah!BQ são hoje, na minha opinião, as duas melhores churrascarias brasileiras em Sydney.

O Braza, com a terceira unidade aberta no segundo semestre do ano passado, em Darling Harbour, e o Bah!BQ, inaugurado também em 2011 em Crows Nest, North Sydney, estão muito além da ideia de que churrascaria brasileira é somente para se empanturrar de carne.

restaurante brasileira em north sydney

Bah-BQ

Além da ótima qualidade da comida, da atenção à carta de vinhos, do maravilhoso trabalho (por parte do Braza) com cervejas artesanais e cachaça, e da melhora no serviço (impecável no Bah!BQ), ambos investiram muito no ambiente, trazendo bom gosto, simplicidade e certa sofisticação.

churrascaria brasileira na Austrália

Braza Darling Harbour

Resultado: são restaurantes que dá vontade de passar horas comendo, bebendo e conversando, e mostram que há cada vez menos espaço para fotos de bundas, alegorias carnavalescas e papeis de parede verde e amarelo que mais parecem bar em época de Copa do Mundo.

O perfil dos brasileiros na Austrália está mudando, assim como a percepção dos estrangeiros em relação à nossa comida (por ora, em relação ao churrasco brasileiro e ao estilo de servir). Como eu disse, o cara não quer mais se entupir de picanha, mas viver a experiência de saborear uma boa comida de um outro país.

restaurante brasileiro na Austrália

Bar do Chimmichurri

A alguns passos a nossa frente, caminha a cozinha argentina em Sydney. Também através da carne, que entrou forte com os tapas servidos no Bodega e ganhou status de fine dining com o Porteno, restaurante dos mesmos donos (ambos em Surry Hills) aberto ano passado e considerado o melhor sulamericano da cidade.

restaurante argentino em Sydney

Proprietários do Porteno

A cozinha sulamericana (não apenas a argentina, e não somente as carnes sulamericanas) está em alta em Sydney. Desperta a curiosidade de quem realmente gosta de gastronomia e está na lista do have to go dos moderninhos-chatinhos-transadinhos-cools. Ou seja, se peruanos, uruguaios, argentinos e brasileiros (as cozinhas do continente mais representativas por aqui) trabalharem bem, agora é a hora para se estabelecerem.

E é neste contexto que nasce o Chimmichurri Bar & Grill, restaurante do brasileiro José Marcio Santos, o Zezão (ex-Wildfire), cuja proposta, como o próprio nome diz, vai além da cozinha brasileira e abrange também a sulamericana, com foco na carne e no churrasco, e ótima oferta de frutos do mar.

restaurante sulamericano em Sydney

Chimmichurri Bar & Grill

A exemplo do Braza e do Bah!BQ, o Chimmichurri investiu pesado no ambiente, que é extremamente agradável e, apesar de ser na caótica Kings Cross, é surpreendentemente tranquilo (dá vontade de ficar horas por lá). Ainda precisa melhorar algumas coisas, como o entrosamento da brigada no salão e os acompanhamentos do rodízio, mas começou com o pé direito.

Boa sorte, Zezão, vida longa aos bons restaurantes brasileiros e sulamericanos e chega de foto de passista de escola de samba na parede.

Chimmichurri
23 Ward Avenue, Kings Cross
(02) 9331 1992 / eat@chimmichurri.com.au
www.chimmichurri.com.au

Bah!BQ
35 Albany Street, Crows Nest
(02) 9966 8203 / reservations@bahbq.com.au
www.bahbq.com.au

Braza Darling Harbour
1-25 Harbour St, Darling Quarter
(02) 9286 3733 / dh@braza.com.au
www.braza.com.au

Porteno
358 Cleveland Street, Surry Hills
(02) 8399 1440 / enquiries@porteno.com.au
www.porteno.com.au

Bodega
216 Commonwealth, St Surry Hills
(02) 9212 7766 / enquiries@bodegatapas.com
www.bodegatapas.com

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Vatapá com Shiraz – Alex Atala na Austrália

 

Esta é a Coluna Vatapá com Shiraz, escrita em parceria com o chef Paulinho Martins, paulistano radicado na Bahia. Ele começa:

Nacer,

Bem no início da minha carreira, quando eu ainda estava fazendo o curso “Cozinha Básica e Principiante” na escola Wilma Kovesi, ouvi falar de uma cara chamado Atala. Me falaram que era um doidão que trabalhava em um restaurante com o nome Filomena, que fazia uma comida com combinações sensacionais.

Não cheguei a ir no Filomena. A primeira vez que pude provar o trabalho do nosso amigo Alex foi no Namesa. O cara ainda não era um superstar, mas lembro que adorei aquele negócio.

Conheci mesmo o Alex no Paladar – Cozinha do Brasil de 2008 e, de lá pra cá, admiro cada dia mais o trabalho dele. A forma técnica como ele trabalha os nossos ingredientes, o conhecimento dos pratos tradicionais, os temperos, sal, pimentas…

Paulinho Martins em aula no Paladar com Maurizio Remmert, Gera e Raimunda

Já vi e provei muito prato bom do Alex. Os que mais gosto são a trilogia do Quiabo, os cogumelos com caldo de tucupi e as vieiras marinadas.

Alex é um estudioso, mas sem ser chato. O cara sabe tudo, mas o principal para ele é a comida estar boa. Sem frescuras ou embromações.

Hoje, o homem colocou nossa gastronomia no mapa. O mundo inteiro conhece ele. Sei que essa já é a segunda vez dele aí no terceiro continente à sua escolha. As coisas aconteceram com ele, simplesmente porque, na minha opinião, ele não teve medo de cozinhar o que está afim de cozinhar. Comida brasileira com cara de Atala.

Admiro muitos chefs brasileiros, mas costumo dizer que o Alex é o melhor e existe um espaço entre ele e o segundo.

Eu e Alex nos encontramos uma vez ao ano. Normalmente, discutindo sobre futuro e passado de nossas tradições culinárias. Conversamos sobre alguns trabalhos, filhos, skate e tomamos alguns espumantes. Ele sempre fala com aquela voz de cidadão do ABC: cê tem que ir lá no DOM, seu viado!

Realmente preciso ir mais. Para mim é mais fácil, em duas horas estou lá. Para vocês daí é mais difícil, Pablito. Mas a montanha foi a Maomé, então aproveitem!

Aliás, o que ele foi fazer aí, Nacer?

***

É, Paulinho, o homem veio pra cá pelo segundo ano consecutivo e, ao que tudo indica, voltará mais vezes. Motivos?

1. A cena gastronômica da Austrália adora o cara.
2. O cara adora a Austrália, como deixou bem claro em entrevista para o programa em português da SBS Radio.

Este ano ele foi uma das atrações principais do Crave Sydney Food Festival, evento monstruoso que acontece durante todo o mês de outubro, em Sydney, e poderia servir de inspiração para cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e a nossa Ilhéus.

Chefs como o Atala, o peruano Gaston Acurio, o argentino Francis Mallmann e o sueco Magnus Nilsson, juntamente com heróis locais do porte de Peter Gilmore (Quay), Mark Best (Marque), Neil Perry (Rockpool) e Matt Moran (Aria) abriram as atividades no último final de semana com aulas e palestras.

Até 31 de outubro, restaurantes mundialmente famosos como o Tetsuya’s, do nosso amigo Tetsuya Wakuda, outrora o grande restaurante da Austrália, colocam seus menus degustação com preços mais em conta (Tetsuya’s – 11 pratos a $160). Oportunidade única (link).

Outros grandes restaurantes fazem noites temáticas sobre a gastronomia de determinados países ou regiões por preços a partir de $75 (link).

Para o almoço, mais de 60 restaurantes, incluindo alguns tops da cidade, oferecem especiais por somente $38, incluindo um prato emblemático da casa, cerveja, vinho ou água, mais o cafezinho (link).

A fanfarra continua nas noites de segunda a sexta, no Hyde Park, coração de Sydney, com o Night Noodle Markets, verdadeira loucura asiática com 40 barracas de comidas de diversos países do continente mais importante do saudoso jogo War (link).

Uma novidade bacana deste ano é o café da manhã/picnic que rola dia 23 de outubro em Bondi Beach, um dos maiores redutos de brasileiros na Austrália.

Assim que o sol começar a dar o ar de sua imensa graça, a praia estará liberada para quem quiser sentar na areia e curtir seu café da manhã. Isso mesmo, na areia, basta levar os comes e bebes de casa ou comprar nas dezenas de espetaculares cafés que existem por ali. Ideia fantástica (link).

Enfim, Paulinho, estes são alguns dos meus destaques, mas a programação é muito mais vasta e tem para todos os gostos e bolsos, é só pesquisar (link). E o Atala, novamente, colocou o nome do Brasil lá em cima. Conforme escrevi na vinda passada, é o cara!

Em homenagem à farofa globalizada de Bondi, clássico oitentista (sei que você vai gostar):

Ler as colunas Vatapá com Shiraz anteriores

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PablitoAustrália em evento no Senac

 

O vinho e a gastronomia, ou a enogastronomia, como preferirem, entraram na minha vida profissional em junho de 2005.

Durante uma tarde com os chefs Paulinho Martins e Edinho Engel no restaurante Manacá, Litoral Norte de São Paulo, tomei um vinho do Porto que permaneceu durante uma semana na minha cabeça.

A única maneira de me livrar (no melhor sentido, é claro), foi me inscrevendo em um curso de vinhos para tentar verbalizar o que estava acontecendo.

Fiz o curso básico do Senac, seguido de outros cursos e degustações do gênero, incluindo alguns de culinária.

Desde então, jornalismo, vinho, cozinha, amigos chefs, amigos entusiastas-fanfarrões, finais de semana e viagens foram todos para a mesma panela, o que, dois anos mais tarde, contribuíram muito para eu vir para a Austrália.

Designed by Rodrigo Holler

Pois bem, é com imensa honra e alegria que nesta segunda-feira, um vídeo-depoimento de dois minutos que gravei no final de semana será exibido no mesmo Senac, na abertura do Ciclo de Debates de Gastronomia e Cultura, que terá o tema O mundo de ponta cabeça, da economia à gastronomia.

O que estou fazendo lá?

No final de julho deste ano, quando estive no Paladar – Cozinha do Brasil, em São Paulo, conheci o Sandro Marques, autor do blog Um Litro de Letras, que comentou sobre a possibilidade de eu enviar um vídeo falando um pouco sobre a gastronomia na Austrália. Obviamente, não pediu só pra mim, mas para “blogueiros” brasileiros espalhados pelo mundo.

Em tempo: coloquei blogueiros entre aspas pois não me considero um blogueiro, e sim um jornalista que possui um blog.

Bel Coelho

Bel Coelho, que já passou por cozinhas como Fasano e DOM, e desde 2009 é proprietária do DUI, participa do evento.

O evento será moderado por ninguém menos do que Josimar Melo, critico da Folha de São Paulo, e terá participação do coordenador do grupo de estudos internacionais da USP, Ricardo Sennes, do doutor em sociologia e amante da culinária, Carlos Alberto Dória, e da chef do restaurante DUI, Bel Coelho. Craques!

O encontro é destinado a chefs, profissionais de A&B, estudantes de gastronomia, jornalistas gastronômicos, gourmets e público interessado no assunto.

Se você se encaixa em uma ou mais categorias, vá. Entrada grátis!

Senac Aclimação
Segunda-feira, 26 de setembro, às 19h30
Rua Pires da Mota, 838 – Aclimação - São Paulo – SP
E-mail: aclimacao@sp.senac.br
Telefone: 11.3795-1299

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Agradecimentos, Primavera na Austrália e Vibez Brazil

 

Hoje, apesar desse tempinho vindo diretamente da Antártica, começa a transição inverno-primavera no blog, o que significa diminuir o espaço do Guia de Vinho e trazer a exposição online Primavera na Austrália (aquela mesma do ano passado).

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer imensamente a Ozzy Study Brazil e o Braza Churascaria por terem patrocinado o Guia deste ano. Sem as duas empresas, ele não aconteceria. Mara, Alê e Birão, muitíssimo obrigado!

Em segundo lugar, aproveito para dizer que a partir desta semana começarei a postar as dezenas de trabalhos recebidos no ano passado, quando foi aberto o espaço para a I exposição virtual de brasileiros (e entusiastas) na Austrália.

Foto de Dudu Kikko para Primavera na Austrália

Por algumas razões – que explicarei nos próximos dias - ela acabou não acontecendo, mas agora vai.

Por último, mas não menos importante, nesta terça-feira participarei do programa de rádio Vibez Brazil, na 89.7 Eastside FM, com o tema “Os Esquecidos”.

Isso mesmo, eu e o Rapha fizemos uma seleção mais do que especial com artistas e bandas que em algum momento de suas carreiras foram esquecidos, abandonados, injustiçados, enfim, estamos falando de gênios como Wilson Simonal e Arnaldo Baptista, além de outros nomes não tão conhecidos mas que vocês certamente já ouviram suas músicas. Trago mais informações na terça.

Bom domingo antártico a todos e, na falta de uma Antarctica gelada, vamos de vinho (é só clicar no banner abaixo).

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Bread for Good Austrália-Somália

De hoje até a próxima sexta-feira, 23 de setembro, mais de 100 restaurantes em New South Wales e Victoria, incluindo alguns dos melhores do país, participarão do Bread for Good, iniciativa da UNICEF para contribuir com a situação emergencial que o leste da África vive.

Para vocês terem uma ideia, daqui a seis minutos uma criança vai morrer de fome no continente. Seis minutos depois, outra morrerá. E assim sucessivamente.

São quase 12.4 milhões de pessoas (mais da metade da população australiana) afetadas, incluindo mais de 2 milhões de crianças.

O pior caso é o da Somália. Sem governo central desde 1991, foi feito um esforço em 2004 para reconciliar os diversos clãs em torno de uma nova administração – a décima quarta desde o golpe no início dos anos 90 – e instalou-se um governo de transição.

Porém, desde 2006, o grupo extremista Al Shabab, que se diz ligado à Al Qaeda e domina o sul do país, vem aterrorizando a população cortando mãos, apedrejando pessoas até a morte, cometendo atentados terroristas e dificultando ao máximo o trabalho externo de ajuda humanitária.

Somado a isso, o verão deste ano foi o mais seco das últimas seis décadas, reduzindo a produção agrícola a um quarto do normal e jogando os preços dos alimentos lá em cima.

Resultado: 3.7 milhões dos 9.3 milhões de habitantes da Somália passam fome.

Assistência urgente é necessária para evitar que 780 mil crianças morram de desnutrição aguda, sendo 82% no sul da Somália, região que, pra piorar, em agosto teve epidemia de cólera confirmada pela ONU.

As escolas estão fechadas, o que deixa 1.8 milhão de crianças com idade entre 5 e 17 anos sem aula. As clínicas da UNICEF que atendem pessoas desnutridas recebem cerca de 2.500 crianças por mês, onde fornecem alimentos terapêuticos para elas e suas famílias. E é aí que a gente pode ajudar.

Até a próxima sexta-feira, os restaurantes australianos que participam do Bread For Good vão encorajar os clientes a doarem $2 ou mais ao pedirem um pãozinho.

Cada dois dólares arrecadado pela UNICEF significa uma criança mantida viva por um dia através desses alimentos terapêuticos.

As listas dos restaurantes participantes estão abaixo. Caso não possa ir a um deles, mas deseja doar, clique no banner abaixo. Participe!

- Restaurantes em NSW
- Restaurantes em Victoria

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Braza abre unidade em Darling Harbour

Se existe um nome em Sydney que todo brasileiro conhece é o Braza Churrascaria. E falou em Braza, pensou no Biro, o paulista de Ribeirão Preto que desembarcou na Austrália em 1999 para aprender inglês e assistir às Olimpíadas, e hoje, às 18 horas, inaugura a terceira unidade de seu restaurante, desta vez em Darling Harbour, um dos pontos turísticos mais valorizados da cidade.

Foi em Darling Harbour, que em 2000 foram disputados todos os jogos de vôlei das Olimpíadas de Sydney, além de outros quatro esportes. É lá que está o o Star City Casino, o único da cidade, o mundialmente famoso Sydney Aquarium, o LG IMAX Theatre com a maior tela de cinema do planeta, o Hard Rock Cafe Sydney e uma série de bares e restuarantes. Sem contar nos festivais de música, artes e cultura em geral que acontecem durante todo o ano, incluindo grandes eventos como o da FIFA durante a Copa do Mundo de 2010.

Pois bem, após trabalhar no Coles, em restaurantes, churrascarias e fazendo entrega de frutas e verduras, em novembro de 2007 o Biro abriu a primeira unidade do Braza, em Leichhardt, levando o conceito de rodízio de carnes com os cortes e acompanhamentos como estamos acostumados. Os brasileiros adoraram. Os australianos e demais estrangeiros amaram.

Desde então, o Braza se tornou um dos principais apoiadores dos eventos culturais brasileiros em Sydney, patrocinando e participando de dezenas de iniciativas, incuindo os dois Guias de Vinho deste blog.

Em 2009, veio a unidade de Newport, levando o mesmo conceito para o público das Northern Beaches e North Shore. Acreditem, pela quantidade de tricolores e colorados que vivem lá e o poder aquisitivo dos australianos da área, é preciso oferecer um produto de muita qualidade para sobreviver. O Braza não somente se tornou referência na região, como continuou crescendo e agora retorna ao coração de Sydney, em Darling Harbour.

Pra começar, logo na entrada da nova unidade há uma churrasqueira estilo Fogo de Chão (disparada, a melhor churrascaria do Brasil) para fazer assados no espeto e cozinhar costelas inteiras. Lá dentro, funcionará o primeiro Cachaça Bar de Sydney (isso mesmo, meus amigos, vocês leram corretamente), onde também serão trabalhados mais de 30 tipos de cervejas, além da carta de vinhos com vários rótulos trazidos da América do Sul pelo próprio restaurante. Sério, em vez de Braza Darling Harbour vou sugerir ao Biro que troque para Braza Heaven.

De hoje até sábado, 17 de setembro, acontece programação especial de abertura com diversas atrações e muita música. Reserva é fundamental: 9999 6038.

Vida longa ao Braza!

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