Dia da Consciência Negra – Parte II (Harry O´Brien)

brasileiros na Austrália

Let´s Help Mario Lopes (Libanês)

Para homenagear o Dia da Consciência Negra, seguem dois trabalhos que fiz recentemente para a revista Falamos Português sobre dois brasileiros fora de série.

Neste post, matéria sobre o carioca Harry O´Brien, o primeiro e único brasileiro a jogar na Australian Football Rules (AFL), o futebol australiano.

No post anterior, entrevista com o Mestre Roxinho, baiano que introduziu a Capoeira Angola na Austrália.

Brasileiro do futebol australiano

Desconstruindo Harry

Afinal, quem é o “brasileiro da AFL”?

Melbourne, 9 de junho de 2011. Em um hotel no centro da cidade, o líder espiritual do Tibet, Dalai Lama, concede entrevista para cerca de 80 jornalistas. Chamado para subir no pequeno palco, o carioca Harry O´Brien, ´dreadlocks´ encostando nos ombros, cavanhaque bem aparado e impecavelmente vestido com terno e gravata, presenteia o líder budista com uma bola de futebol australiano e uma camisa do Collingwood, clube da AFL que defende desde 2005.

Sendo o evento em Melbourne, a capital da Australian Football League, não é de se estranhar a participação de um representante da modalidade. Mas por que, em uma liga com aproximadamente 800 jogadores, escolheram justamente o defensor brasileiro?

Filho de mãe brasileira e pai congolês, Heritier (nome de batismo que significa ´herdeiro´ em francês, língua oficial do Congo) nasceu em 15 de novembro de 1986, no bairro da Lapa, Rio de Janeiro. A dura realidade sócio-econômica do país fez com que o pai, que conhecia a Austrália, incentivasse a mãe, Elizabeth, a se mudar para o outro lado do mundo. Após moraremem Vila Isabel, Vidigal e Madureira, ela, já separada, viajou com Heritier e o filho mais velho, Gabriel, para Melbourne, em 1989.

No ano seguinte, Elizabeth casou-se com Ralph O´Brien, australiano que, por anos, Heritier acreditou ser seu pai biológico. Com a chegada do padrasto, a mãe parou de falar português em casa e fez o máximo para os filhos se adaptarem à cultura do novo país, resultando nos primeiros contatos de Heritier com o esporte preferido de Ralph, o futebol australiano. Foi nessa época que Heritier virou Harry. “Eu pagava mico com professora tentando pronunciar meu nome. Como a primeira letra é H, virou Harry para facilitar.”

A necessidade de um apelido foi apenas o primeiro indício de que a adaptação não seria tão simples. Exceto pelo pai biológico, ninguém mais na família tinha pele escura. Tanto a mãe como Gabriel eram brancos, assim como Ralph e os irmãos que vieram, Raquel e Matthew, o que tornava Harry alvo de ´bullying´. “Desde que entrei na escola até os 13 anos, todos estavam definindo quem eu era. Você é isso, você é aquilo.” Com o tempo, Harry passou a ler livros de líderes como Nelson Mandela e Martin Luther King, e tomar consciência da própria identidade. “Passei a ter orgulho de ser negro, ao contrário de antes, quando só queria ser branco, ser como a minha família e a minha sociedade. Chegava ao ponto de coçar a minha pele para ver se virava branco. Me sinto muito mal por isso.”

Vivendo desde 1994 com a família em Perth, no esporte Harry era visto como um prodígio e ganhava popularidade. “O futebol transcendeu as minhas diferenças, pois no campo eu me sentia igual.” Aos 15 anos, Harry decidiu que tentaria a carreira e, em 2004, prestes a completar 18 anos, participou do ´draft´ para ingressar na liga, o processo anual de recrutamento de jogadores. Não o escolheram. Dois dias depois, incentivado por Ralph, Harry telefonou para o Collingwood, o clube mais rico e popular da AFL, conseguiu falar com o recrutador nacional e, de olho no segundo ´draft´, que aconteceria em duas semanas, disse que pagaria a passagem para Melbourne do próprio bolso se o deixassem treinar nesse período. Impressionados, eles autorizaram. Harry viajou, treinou, foi escolhido e, em 2005, tornou-se o primeiro e único brasileiro a jogar na AFL.

Melbourne, Austrália

Caminho do meio
Sonho realizado e com uma boa situação financeira, em 2006 Harry iniciou sua jornada em busca de suas raízes. Sem pisar no Brasil há 12 anos, suas poucas conexões com a terra natal eram a camisa 10 do Flamengo, que usava em todos os treinos nos tempos de amador, e as lembranças de Romário na Copa do Mundo de 1994. “Quando cheguei no Brasil, me apaixonei de novo pela música, pelo samba, comecei a tocar percussão, vi os negros andando na rua como eu, senti que estava em casa.”

Com familiares nas comunidades da Rocinha e Vidigal, Thier, como é chamado no Rio, tratou de reaprender português. “Tive muita determinação porque estava à procura da minha identidade”. O que encontrou no dia a dia, porém, o fez questionar sobre como teria sido a sua vida caso não tivesse saído do Brasil. Nesse processo, também visitou a África de seu pai. As viagens deixaram marcas no jogador, tanto externas, que podem ser vistas nas tatuagens do mapa do continente africano, do Corcovado e do escudo do Flamengo que exibe no corpo, como internas, pois nunca mais foi o mesmo. “Tenho muita sorte, reconheço. É por tudo isso que tenho paixão em ajudar as pessoas e fazer esse trabalho.”

O trabalho a que se refere é o de embaixador multicultural da AFL, do Burnet Institute e, desde o início deste ano, do Australian Multicultural Council, entre outras instituições, que lhe permite visitar escolas por toda a Austrália e outros países, muitas vezes com o Unicef, para falar sobre direitos humanos, principalmente das crianças. Harry também aproveita a exposição na mídia e o talento da escrita para dissertar sobre questões sociais e promover as causas que defende, tanto nos meios convencionais como na internet. Para o ano que vem, finaliza “It’s Cool to be Conscious”, seu primeiro livro, que será lançado em fevereiro na Austrália e depois no Brasil. “Quero fazer um impacto grande. Vejo que o Brasil precisa de bons exemplos.”

Em março de 2009, pouco antes de iniciar a temporada da AFL, uma tragédia o abalou profundamente. Após seis dias sumido, Ralph foi encontrado morto. Suicídio. Devastado, Harry, mais uma vez, encontrou no futebol seu escape e, dentro de campo, fez sua melhor temporada. Fora dele, no entanto, estava muito perturbado. Com a mente esgotada, ao término do campeonato seguiu de férias para Trinidad e Tobago e Barbados, onde conheceu um rastafari que lhe passou alguns ensinamentos sobre o movimento. Foi lá, ao ouvir uma analogia entre a maneira como os nativos deixam o cabelo crescer naturalmente e o modo como encaram a vida, que surgiram os atuais ´dreadlocks´ no lugar do antigo ´black power´. “O meu cabelo é uma representação da transformação que eu sofri durante aquela época difícil da minha vida, quando eu queria respostas para perguntas que jamais teria.”

A temporada seguinte foi irretocável. Eleito o melhor ´half-back flank´ de 2010, Harry marcou um gol na histórica final entre Collingwood e St Kilda que teve de ser repetida. Diante de quase 100 mil espectadores no MCG, o templo do esporte na Austrália, a criança que se sentia fora da sociedade por ser diferente, sagrava-se campeã e alcançava o topo do futebol australiano. Por outro lado, o jogador que havia se tornado orgulhoso por ser diferente, já não se colocava propositalmente fora da sociedade. Harry encontrara o “caminho do meio”, como se diz no budismo. “Agora a minha visão é diferente, eu vejo todo mundo igual, me sinto conectado com todo mundo, consigo me ver em todo mundo e é essa conexão que eu tento expressar”. Durante os compromissos como embaixador oficial da visita do Dalai Lama à Austrália, em 2011, perguntado sobre o que significou o encontro com o líder tibetano, Harry respondeu: “É a afirmação para eu continuar nesse caminho”.

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Melbourne Cup 2012 – Resultado e Bozo

Já que o Ethiopia, meu cavalo, chegou em último na edição 2012 da Melbourne Cup, segue uma vídeo-aula do grande mestre do hipismo nacional para o jockey Rhys McLeod iniciar a preparação para 2013.

Em tempo: Ethiopia, seu quadrúpede filho de uma égua!

  • Resultado
  1. 14 Green Moon
  2. 11 Fiorente
  3. 3 Jakkalberry
  4. 24 Kellini
  5. 8 Mount Athos
  6. 6 Glencadam Gold
  7. 16 Mourayan
  8. 4 Red Cadeaux
  9. 21 Precedence
  10. 17 My Quest For Peace
  11. 2 Americain
  12. 7 Cavalryman
  13. 6 Voila Ici
  14. 1 Dunaden
  15. 18 Niwot
  16. 20 Lights of Heaven
  17. 5 Winchester
  18. 9 Sanagas
  19. 15 Maluckyday
  20. 12 Galileo’s Choice
  21. 22 Unusual Suspect
  22. 23 Zabeelionaire
  23. 19 Tac de Boistron
  24. 10 Ethiopia
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Santíssima Trindade do Heavy Metal na Austrália

cerveja brasileira

Começo a desconfiar de que o fim do mundo não será em 21 de dezembro de 2012, como profetizaram os maias, Nostradamus e Pai Teodoro, mas em maio de 2013.

Como se não bastasse o anúncio de Robert Plant, que se apresenta por essas bandas em abril/maio, agora foi a vez do Black Sabbath.

É verdade! O Heavy Metal em estado bruto volta à Austrália depois de 38 anos com Tony Iommi, Geezer Butler e o príncipe das trevas Ozzy Osbourne.

tour 2013

Na foto acima, temos Bill Ward, o batera original (à esquerda, com cara de quem está odiando), ao lado dos três citados da formação original. Mas para usar um termo futebolístico, Bill é dúvida para a turnê australiana, já que está brigado com a banda e só tem tocado por conta de contrato (tchu-tchím!).

Quem não for, claro, não vai para o Céu.

Cidades e Datas

Brisbane
Quinta, 25 de abril
Entertainment Centre

Sydney
Sábado, 27 de abril
Allphones Arena

Melbourne
Quarta, 1 de maio
Rod Laver Arena

Perth
Sábado, 4 de maio
Perth Arena

Pré-venda começa na terça, 6 de novembro, e a venda geral em 8 de novembro, na Ticketeck.

turnê australiana 2013

E agora a pouco, fiquei sabendo que o Deep Purple também anunciou turnê australiana para 2013, desta vez acompanhada do Journey (aquela mesma, banda-propaganda-cigarro-Hollywood-o-sucesso-Don’t Stop Believin´).

Sim, meus amigos, com isso teremos a Santíssima Trindade do Heavy Metal num curto período de três meses, já que o Purple toca no terceiro continente à sua escolha entre fevereiro e março, incluindo passagem pela Nova Zelândia.

Cidades e Datas

Auckland (NZ)
Domingo, 24 de fevereiro
Vector Arena

Brisbane
Terça, 26 de fevereiro
Entertainment Centre

Melbourne
Sexta, 1 de março
Rod Laver Arena

Sydney
Sábado, 2 de março
Entertainment Centre

Adelaide
Segunda, 4 de março
Entertainment Centre

Perth
Quinta, 7 de março
Perth Arena

Vendas na Ticketek, mas por ora sem informações sobre quando começam.

Se ligaram no tamanho da encrenca? Deep Purple em fevereiro e março, Robert Plant/Led Zeppelin em março e abril e Black Sabbath em abril e maio.

Highway Star, Stairway to Heaven, Heaven and Hell… Game over.

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Ringo Starr na Austrália (e na Nova Zelândia e Japão)

cerveja brasileira

Se você nunca assistiu a um show de um ex-Beatle, eis a sua chance.

Ringo Starr, que já havia anunciado apresentações na Nova Zelândia e Japão para fevereiro e março de 2013, confirmou ontem as datas da perna australiana da turnê pelo terceiro continente à sua escolha e Ásia, que passará por cinco capitais entre 11 e 21 de fevereiro.

Image for Ringo Starr Australian Tour Dates Announced

Ele vem acompanhado da All Starr Band, banda monstruosa formada por Gregg Bissonette (ele mesmo, que tocou com David Lee Roth e Steve Vai), Mark Rivera (Peter Gabriel, John Lennon, Billy Joel), Todd Rundgren (Meat Loaf), Richard Page (Mr.Mister), Gregg Rolie (Santana, Journey) e Steve Lukather (Toto).

Pré-venda começa na sexta, 2 de novembro, e a venda ao público na quarta-feira, 7 de novembro. Ou seja, pegue a fortuna que você fará no dia anterior, na Melbourne Cup, e compre o melhor assento.

Segunda, 11 de fevereiro
Convention Center, Brisbane
www.ticketek.com.au

Quarta, 13 de fevereiro
Horden Pavilion, Sydney
www.ticketek.com.au

Sábado, 16 de fevereiro
Festival Hall, Melbourne
www.ticketmaster.com.au

Terça, 19 de fevereiro
Entertainment Centre, Adelaide
www.ticketmaster.com.au

Quinta, 21 de fevereiro
Challenge Stadium, Perth
www.ticketmaster.com.au

Outros shows pelo terceiro continente à sua escolha e Ásia (é praticamente uma partida de War).

Terça, 7 de fevereiro
CBS Canterbury Arena
Christchurch, New Zealand

Sábado, 9 de fevereiro
Vector Arena
Auckland, New Zealand

Segunda, 25 & Terça, 26 de fevereiro
Zepp Arena
Tokyo, Japan

Quarta, 27 de fevereiro
Zepp Hall
Nagoya, Japan

Sexta, 1 de março
Zepp Hall
Osaka, Japan

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Ombudsman de NSW e o uso do Taser

cerveja brasileira

Na última terça-feira, Bruce Barbour, Ombudsman de New South Wales, publicou o relatório How are Taser weapons used by NSW Police Force?, sobre o uso do Taser pela polícia de New South Wales.

O trabalho analisou 556 casos entre junho e novembro de 2010, ou seja, não incluiu o do Roberto Laudisio, o que para o parlamentar David Shoebridge, que tem acompanhado o caso desde o início, foi um equívoco. Eis o que ele escreveu para a imprensa:

It is quite remarkable that the Ombudsman has released his Taser review without even considering the disturbing evidence and compelling submissions from the Roberto Curti coronial. The highest profile potential abuse of Tasers by NSW Police has flown under the Ombudsman’s radar and failed to inform this report. One of the clear options for limiting Taser use by Police is to withdraw them from general duties officers and limit them to specially trained squads. This was the recommendation of the Ombudsman in his last review but, despite the ongoing abuses of the weapon, has not been supported in this review. This report raises serious ongoing concerns with the police use of Tasers but proposes little other than tinkering with the existing regulations. On the Ombudsman’s findings one in eight cases was an inappropriate, and potentially unlawful, use of a Taser. This means that in just five short months at the end of 2010 there were 27 people who were wrongly Tasered by the NSW Police. In another 53 cases at the end of 2010 people were inappropriately threatened with a drawn Taser by NSW Police. A large proportion are by very junior officers with 4 or less years on the job who are clearly baffled by the Police’s poorly drafted operating procedures. At a minimum there must be strict external review of each Taser incident and a prohibition on their use by general duties police.

Abaixo, reportagem do Channel Seven sobre o relatório.

Cuidado: contém imagens fortes de pessoas sendo atingidas pela arma.

Na própria terça, a família do Roberto publicou a seguinte nota:

The family of Roberto Laudisio Curti notes the report released by the NSW Ombudsman today in relation to Taser usage.The family believes that many of the recommendations relate to the way in whichTaser was used on the night Roberto died, including multiple uses of Taser (particularly in “drivestun” mode), use on a person who is fleeing, and use on a person after he or she is handcuffed.The family feels that several of the Ombudsman’s recommendations are a step in the right direction. However, we do not wish to comment on any specific matters which may be relevant to the Coroner’s findings regarding the death of our beloved Roberto.As outlined in Mr Hamill’s closing submissions last Friday, we strongly believethat individual accountability relating to the misuse of Taser is essential. Without it, any policies, guidelines and training are likely to be significantly less effective.

Já no último final de semana, no Etihad Stadium, em Melbourne, um grupo de torcedores que viu o Melbourne Victory vencer o Adelaide United por 2 a 1 levou uma faixa condenando a morte do Roberto, que trazia na parte de cima a frase “Justice for Roberto Laudisio”.

Photo by gixibyte

No topo, “Justice for Roberto Laudisio” (photo by gixibyte).

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Grand Finals 2012 – Resultados

Marcelo Freixo Rio

As duas Grand Finals que fecharam a temporada esportiva outono-inverno 2012 da Austrália foram sensacionais.

afl

No sábado, num duelo imprevisível que na maior parte do jogo deu a impressão de que os Hawkes venceriam, acabou com a merecida vitória dos Swans, sacramentada a 50 segundos do final num chute fantástico de Nick Malceski que elevou de apertados quatro pontos de diferença para 10, fechando o placar em 91 a 81 para o Sydney, no Melbourne Cricket Ground. #AFL

afl 2012 sydney swans

Nick Malceski após o decisivo (e histórico) chute.

Os mesmos 10 pontos de diferença que o Melbourne Storm sapecou pra cima dos Bulldogs, que ontem não tiveram a menor chance no ANZ Staduim, em Sydney, e perderam por 4 a 14, num jogo de muita briga (literalmente) e até mordida na orelha. #NRL

national rugby league grand final

Com uma partida praticamente perfeita defensivamente e pressionando demais a saída de bola dos Bulldogs, o Melbourne dominou completamente o jogo, forçou muitos erros do adversário (4 drop out numa Grand Final chega a ser constrangedor) e ainda teve Billy Slater, ou Billy Messi, como escrevi no post anterior, provocado, o que custou caro para os Bulldogs, já que o homem se transformou num monstro, fez o try que recolou o Melbourne à frente e depois jogou como sempre, justificando o título de melhor full back da NRL.

melbourne storm 2012

Agora, com a temporada esportiva primavera-verão 2012/13 da Austrália começando, preparem-se para a invasão do cricket nos próximos meses, o janeiro do tênis, a grande tarde da Melbourne Cup em novembro e o futebol da A-League correndo muuuuito por fora.

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