Antes de mais nada, parabéns ao Kid Mac, que na noite desta terça-feira, na Opera House, foi eleito Artist of the Year durante o MusicOz Awards 2012, principal prêmio da cena independente australiana.
Por que ele ganhou? Clique na imagem e conheça No Man´s Land, seu álbum de estreia. Em brevíssimo, trago entrevista bem bacana com ele.
Aproveitando a deixa musical, Coldplay, uma das bandas preferidas da maioria, volta para o terceiro continente à sua escolha com shows na Nova Zelândia e Austrália.
Veja as datas:
Sábado, 10 de novembro de 2012
Mt Smart Stadium, Auckland Tickets
Terça-feira, 13 de novembro de 2012
Etihad Stadium, Melbourne Tickets
Sábado, 17 de novembro de 2012
Allianz Stadium, Sydney Tickets
Quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Suncorp Stadium, Brisbane Tickets
A pré-veda de alguns shows já começou e a venda geral começa nos próximos dias. Corra, pois vai esgotar rápido!
Não vejo sexualidade como uma opção, algo que a pessoa escolhe, vou ser hetero, vou ser homo, vou ser bi, e sim, a expressão de seu instinto sexual.
Se ela precisa passar a adolescência em total conflito consigo só porque os pais, a escola, os amigos, a tv e os demais em sua volta dizem que está errado ser homessexual, o problema não é ela, e sim do sistema que impôs essa regra.
De fato, eu adoraria saber quando foi que, pela primeira vez, um grupo de notáveis, divagando sobre o que é o normal, determinou que somente as relações entre pessoas de sexos opostos seriam o certo.
Será que foram os mesmos que, quando deixaram de ser nômades e passaram a sedentários – transformando as lavouras em vilarejos e depois em cidades – fizeram de seus ex-inimigos escravos, nomearam sacerdotes, construíram monumentos, ofereceram vidas humanas para sacrifícios, enfim, controlaram e legislaram através de uma elite formada exclusivamente por homens?
De onde vem a regra de que somente pessoas de sexos opostos podem se amar? Pior, quem determinou que pessoas do mesmo sexo não podem se amar, trocar carícias, ter relações sexuais, se casarem e criarem uma família?
Segundo a última pesquisa do Herald/ Nielsen, 62% dos australianos apoiam a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Para a lei ser aprovada, é preciso que as duas principais forças políticas apoiem. Sozinho, o governo não tem como passá-la. E Tony Abbott, o líder da Coalition, o grupo de partidos conservadores da oposição, é contra.
A mesma pesquisa mostra que 76% dos australianos que apoiam a Coalition acham que eles deveriam votar a favor. Não por acaso, o Australian Marriage Equality está com este vídeo.
Eles também estão, juntamente com a GetUp, com a campanha I do Day, que no dia 2 de março estará nas ruas de Sydney, Melbourne, Brisbane, Adelaide e Perth fazendo várias ações, incluindo venda de bótons (broches, badges, não sei o nome certo) para angariar fundos.
Se você é a favor, há algumas coisa que pode fazer. A primeira é clicar na página do I do Day no Facebook e dar um like. Ali tem diversas informações. Depois, assinar essa petição. E, claro, na sexta-feira, 2 de março, comprar o seu bótom (broche, badge…) e usá-lo para mostrar o seu apoio.
A verdade é uma só: verão é a época em que os eventos bombam na Austrália (porém, mais em quantidade do que em qualidade).
Qualidade mesmo é em abril, no apagar do horário de verão, no outono com o céu mais bonito das quatro estações e com a certeza de que este é o mês para se estar na Austrália.
Eu, como já disse, vou para o Brasil, sigo para uma imersão pessoal e profissional no Rio de Janeiro. Ou seja, uma ótima causa. Mas em 2013 não perco por nada.
Além da lista de nomes que venho postando nas últimas semanas, incluindo Ziggy Marley, Tony Bennett, Buddy Guy, Yes, Joe Statriani, Steve Vai & Steve Lukather, entre outros, agora foi a vez de Dweezil Zappa.
Ele mesmo!
Apesar de não ser irmão do Ziggy, também é filho do homem, do grande Frank Zappa, um dos músicos mais geniais, brilhantes, provocadores, contestadores, debochados, irreverentes ENTER, ENTER e ENTER dos anos 1960/70/80.
Em tempo: os três ENTER´s foram para vocês completarem com os adjetivos que desejarem.
Dweezil, um dos maiores guitarristas da atualidade, vem com o projeto Zappa Plays Zappa, tocando as músicas do pai no Byron Bay Bluesfest, claro, a razão de toda essa balbúrdia abrilesca, e em outras três cidades:
Melbourne
6 de abril, Palace Theatre (ingressos) Sydney
7 de abril, Metro (ingressos) Newcastle
8 de abril, Panthers (ingressos) Byron Bay 9 de abril, Byron Bay Bluesfest (ingressos)
Abaixo, batalha entre Dweezil e Vai. Detalhe do sax intruso.
Calma, não é profecia, muito menos panfletagem religiosa, estou apenas passando pra frente a recém-anunciada vinda do grande Ziggy Marley para a Austrália.
É verdade! Após cinco anos, o filho do rei chega para o Byron Bay Bluesfest (que já tem nomes como Buddy Guy, Roger Daltrey, Earth Wind and Fire, G3 e Yes) e, para não perder viagem, também se apresenta em duas capitais australianas:
Metro Theatre (Sydney) Domingo, 8 de abril Ingressos
Corner Hotel (Melbourne?)
Segunda, 9 de abril Ingressos
Os shows fazem parte da turnê do álbum Wild and Free, lançado em 2011, o quarto da carreira solo iniciada em 2002. Nas duas décadas anteriores, Ziggy esteve acompanhado dos Melody Makers, banda que tinha seus irmãos Stephen, Sharon e Cedella na formação.
Entre as dezenas de atividades, incluindo um personagem de quadrinhos concebido por ele mesmo, Marijuanaman, Ziggy mantém a U.R.G.E. (Unlimited Resources Giving Enlightenment), organização sem fins-lucrativos que trabalha com crianças na Jamaica, na África e em outros lugares do planeta em desenvolvimento.
Imprensa adora usar termos como “show do ano”, “jogo do século” e outros exageros.
Tudo, claro, para vender ou promover algo.
Dos catorze eventos anunciados, até o momento, como “show do ano (importante: ainda estamos em janeiro), este é o meu número um.
Infelizmente, não estarei por essas bandas em abril, mas se estivesse não perderia por nada. Motivo?
Pelo simples fato de que um concerto do Tony Bennett é o mais próximo que eu poderia chegar de Frank Sinatra.
Tá bom, ontem estivemos com a irmã musicista do James Morrison, trompetista australiano que já tocou com Sinatra, mas ela não cantou Fly Me to the Moon ou They Can’t Take That Away from Me, muito menos acompanhada de uma orquestra com alguns dos melhores músicos do planeta, incluindo um baterista mosntruoso.
Um concerto do Tony Bennett, em última instância, é a execução sonora daquilo que acreditamos ser uma das razões supremas de nossa existência – o encontro com o grande amor da vida - através de mais de meio século de canções que fazem parte do inconsciente coletivo ocidental.
Filosofias baratas à parte, um concerto do Tony Bennett dentro de uma vinícola, como será o do dia 14 de abril, no Hunter Valley, é o paraíso na Terra em seu estado mais bruto (okay, os vinhos da Tempus Two Winery não estão entre os melhores, mas vêm melhorando muito).
Perderei, mas quem estiver por aqui, vá, por favor.
A pré-venda de ingressos começa amanhã e deve esgotar rápido, portanto, voem. Eis os shows:
Melbourne Regent Theatre Segunda, 2 de abril
Quarta, 4 de abril
Brisbane Convention & Exhibition Centre Sábado, 7 de abril
Sydney Opera House
Segunda, 9 de abril
Quarta, 11 de abril
Tempus Two Winery, Hunter Valley
Sábado, 14 de abril
Não sou de incentivar as pessoas a verem televisão, mas hoje, às 19h (horário de Melbourne), quem não estiver ligado no Channel 7 não vai para o Céu. É Sério!
De um lado, Roger Federer, para muitos, o maior tenista de todos os tempos, vencedor de quatro Australian Open.
Do outro, Bernard Tomic, o tenista mais jovem a vencer uma partida do Australian Open (16 anos e 103 dias em 19 de janeiro de 2009).
Ou seja, é o cara que esteve no topo do tênis por muitos anos e ainda tem muita lenha para queimar, contra um jovem que já começou a escrever a sua história no esporte.
E para o bem de Tomic, aos poucos ele vem se livrando daquilo que poderia ser a maior armadilha para o seu talento e carreira: a marra.
Após ter aparecido para o mundo em 2009 com uma marra tremenda, o australiano nascido na Alemanha não conseguiu deslanchar, o que o fez se preocupar menos com os óculos escuros que levava para as quadras e mais com seu jogo.
Os frutos começaram a ser colhidos no ano passado, quando avançou até as quartas-de-final de Wimbledon, tornando-se o tenista mais jovem desde Boris Becker (1986) a conseguir tal feito. Para terem uma ideia, Tomic derrotou nomes como Nikolay Davydenko (à época 28 do mundo) e Robin Soderling (5 do mundo).
Hoje, número 38 do planeta, pode ser que ele tome uma sova do Federer, como pode ser que endureça o jogo e consiga levar para 5 sets, como fez com Fernando Verdasco na estreia e com o também promissor Alexandr Dolgopolov, porém, perdendo no final.
De verdade, eu gostaria que essa noite fosse daquelas épicas do esporte, daquelas que marcam carreiras, com Tomic, após três horas e meia de partida, deixando a Rod Laver Arena com um histórico 3 a 2 sobre Federer.
Tenho certeza de que um dia isso vai acontecer em Grand Slam, seja contra Fededer, Nadal ou Djokovic, só não sei se já chegou a hora.