Depois de anunciarem na semana passada que o Metallica seria a atração principal do Soundwave Festival 2012, agora os organizadores soltaram a segunda leva de bandas, que entre outros nomes inclui Slayer e Cypress Hill.
Com isso, o quarteto mágico do festival, para usar uma expressão neo-futebolística, será formado por Metallica, Anthrax, Slayer e Cypress Hill, algo como Ganso, kaká, Lucas e Neymar, só que muito mais macho e sem cai-cai.
E já que o assunto é show, segue uma pequena lista do melhor (na minha opinião, claro) que está por vir, pois com a primavera e o verão dando os primeiros sinais de vida, a coisa vai esquentar (sem trocadilhos).
Slash – 23 a 30 de agosto
O próprio, eterno guitarrista do Guns n´ Roses, em Brisbane, Sydney, Melbourne, Adelaide e Perth.
Beach Boys – 30 de agosto Sim, eles mesmos ou o que sobrou deles, celebrando 50 anos de carreira no Allphones Arena, Sydney.
Macy Gray – 16 a 21 de setembro Yep, vozeirão de veludo na Sydney Opera House, Gold Coast, Brisbane e Melbourne.
Katchafire – 22 e 23 de setembro Eu sei, todo mundo já viu, mas sempre vale a pena. No Enmore Theatre e Cambridge Hotel, respectivamente.
Smash Mouth – 18 a 28 de outubro “Somebody once told me the world is gonna roll me / I ain’t the sharpest tool in the shed”. Se você esteve na parte ocidental deste planeta no final dos anos 1990, ao menos uma vez você ouviu essas duas frases iniciais da música All Star. Shows em Wollongong, Sydney, Coffs Harbour, Melbourne, Gold Coast e Perth.
Blondie – 8 de dezembro A ex-deusa (sim, para os oitentistas, Deborah Harry já foi A Deusa da New Wave) apresentando-se como atração principal do Homebake, festival de música, cinema, comédia e artes que acontece no Domain, em Sydney.
Daqui a pouco – 19h em Sydney, 20h na Gold Coast e Perth, 21h em Melbourne e 21h30 em Adelaide (horários locais) -, começa a venda de ingressos para o Big Day Out 2013, um dos principais festivais de verão do terceiro continente à sua escolha.
A line-up foi anunciada na segunda-feira e traz, entre dezenas de outros nomes, Red Hot Chili Peppers e The Killers.
Se você é fã de uma dessas bandas, voe para a internet no horário acima. Ingressos a $165.
Datas Sydney – 18 de janeiro de 2013 Gold Coast - 20 de janeiro de 2013 Adelaide - 25 de janeiro de 2013 Melbourne - 26 de janeiro de 2013 Perth - 28 de janeiro de 2013
O mapa é da The Cool Hunter (cliquem na imagem para ampliá-lo).
Como vemos e todos sabem, a Austrália é gigante.
De fato, é a sexta maior nação do planeta, atrás somente de Rússia, Canadá, Estados Unidos, China e Brasil.
Já em termos populacionais, ocupa somente a 52a posição com seus quase 23 milhões de habitantes.
Para efeito de comparação, estão vendo Taiwan, ali em rosa, à esquerda da África do Sul?
Então, Taiwan é o quinquagésimo primeiro país mais populoso do mundo, com pouco mais de 23 milhões de habitantes.
Porém, enquanto eles têm 641 habitantes po km2, a Austrália possui somente 3 pessoas, densidade demográfica maior apenas do que a Namíbia, Guiana Francesa, Saara Ocidental, Mongólia, Ilhas Malvinas e, claro, Groelândia.
O motivo?
Vejam no mapa a França (sem aquela perninha de baixo), a metade de baixo da Alemanha, Equador, a ponta da bota e o salto da Itália, sul do Reino Unido, Malásia Ocidental, Nova Zelândia, parte de cima do Japão (para os dois lados), Romênia, Timor Leste, perna da Tailândia que invade o continente e Coreia do Sul.
Prazer, deserto!
Fofamente conhecido como Outback, ele é o responsável pela Austrália ser o país mais seco e plano do planeta, além, é claro, pela pífia densidade demográfica. Afinal, quem em sã consciência quer morar no deserto?
Bem, os índios.
Muitos, erroneamente, dizem que a Austrália foi boazinha com seus silvícolas, os populares aborígenes.
Sabemos que não é verdade.
Além de brutalidades históricas, principalmente na primeira metade do século XX, decorrentes de uma sociedade regida por leis absolutamente racistas e discriminatórias, essa aura “boa praça” a que se referem deve-se, entre outros, ao fato do governo ter demarcado algumas áreas exclusivamente aos índios. E onde elas estão?
No deserto, claro.
Os Cadigal, que originalmente viviam na área onde é hoje o Royal Botanic Gardens, no coração de Sydney, assim como os Muru-ora-dial, de Maroubra, com aquele belo mar na frente, obviamente não ficaram com nada, tiveram de zarpar.
Já próximo de Broken Hill, onde praticamente começa o Outback no mesmo estado de NSW (entre o Camboja e a parte mais elevada do Japão no nosso mapa), os Wiljakali, que por lá viveram por mais de 40 mil anos, há pouco mais de dois séculos foram obrigados a deixar a região, que voltou a pertencê-los oficialmente em 1998, quando, após anos de brigas judiciais, o governo lhes devolveu em forma de Mutawintji National Park .
Ou seja, se o Outback australiano não fosse tão inóspito e tivesse algo, digamos, parecido com o nosso Cerrado, a história definitivamente seria outra com muito mais cidades no centro do país, muito mais gente, maior densidade e menos lugares para abrigar isolar os silvícolas.
Por ora, os quase 23 milhões de habitantes da Austrália estão espalhados praianamente no nosso mapa da seguinte maneira:
- 5.5 milhões na costa da África do Sul em cidades como Sydney, Wollongong e Newcastle.
- Pouco mais de 400 mil na capital federal, um pouco para dentro da África do Sul.
- Pouco mais de 4 milhões na Grécia (metáfora mais do que apropriada), em Melbourne.
- Pouco menos de 3.5 milhões no litoral entre o norte da África do Sul, Albânia, Tailândia e o comecinho da Nova Zelândia em cidades como Gold Coast, Brisbane, Sunshine Coast, Townsville e Cairns.
- Quase 1.8 milhão em Perth, capital localizada na costa da Itália.
- Pouco mais de 1.2 milhão no finalzinho da Grécia, quase no Japão, na cidade conhecida como Adelaide.
- Pouco mais de 500 mil espalhadas por longínquas praias da Dinamarca.
E o restante em cidades que, exceto Geelong, na Grécia, e Darwin, capital de Northern Territory incrustada na parte mais setentrional do Reino Unido, não chegam a 100 mil habitantes.
Resumindo: se a profecia do beato de Sobradinho se concretizar, só vai sobrar indígena por aqui.
O sertão vai virar mar, dá no coração / O medo que algum dia o mar também vire sertão…
Começaram a ser anunciadas as bandas que se apresentarão no Big Day Out 2012, festival que completa 20 anos e já teve nomes como Nirvana, Iggy Pop, Ramones, Rage Against the Machine, Prodigy, Marilyn Manson, Foo Fighters, Metallica, Neil Young e Red Hot Chili Peppers, além dos australianos Silverchair, Powderfinger, Nick Cave e Wolfmother.
Os organizadores dizem que o principal nome desta edição é o rapper norte-americano Kanye West.
Eu já acho que é o Soundgarden, uma das bandas mais influentes de Seattle, autora do petardo Superunknown (1994 ), um dos álbuns mais pesados (se não fo o mais) de toda a onda grunge que assolou o ocidente do planeta no início dos anos 1990, e que tem em Chris Cornell uma das vozes mais poderosas que surgiu no rock nos últimos 25 anos.
Também no festival estão bandas como Kasabian, My Chemical Romance, The Living End, Röyksopp, Hilltop Hoods e Boy and Bear, que sinceramente não conheço; Best Coast, que abriu para Os Mutantes em Sydney e é okay, nada mais do que isso; e o maior nome do skate de todos os tempo (depois da Gi Guilherme, claro), Tony Hawk, que vem fazer umas manobras.
Mais bandas serão anunciadas nos próximos dias, mas se você pretende ir ao festival, sugiro voar na internet na próxima semana, pois com o cancelamento do Soundwave Revolution, a concorrência será bem maior.
Veja abaixo cidades, datas, quando e onde comprar.
Sexta, 20 de janeiro, Auckland Mt Smart Stadium Ingressos: 14 de outubro aqui
Domingo, 22 de janeiro, Gold Coast Parklands Ingressos: 13 de outubro aqui
Quinta, 26 de janeiro, Sydney Showground Ingressos: 12 de outubro aqui
Domingo, 29 de janeiro, Melbourne Flemington Racecourse Ingressos: 14 de outubro aqui
Sexta, 3 de fevereiro, Adelaide Showground Ingressos: 14 de outubro aqui
Domingo, 5 de fevereiro, Perth Claremont Showground Ingressos: 14 de outubro aqui