Finais da Rugby League – Para brasileiros

agência de intercâmbio na Austrália

Daqui até o final do ano, a Austrália será basicamente: temperatura em franca elevação + finais da NRL e AFL em setembro; feriadão prolongado em outubro junto com as Grand Finals; Melbourne Cup em novembro; e cricket em tempo integral na TV dividindo espaço com Papai Noel, queima de fogos na Harbour Bridge e tubarão em dezembro.

Dito isso, após 26 rodadas iniciadas em março, hoje finalmente entraremos nas finais da Rugby League. E neste ano, com a adoção do modelo da AFL, que é ainda mais justo com as equipes que fizeram melhor campanha ao longo da temporada. Porém, não tão simples para os olhos brasileiros compreenderem.

Rugby League Australia

Pensando nisso, segue abaixo de maneira bem didática uma pequena explicação do que está por vir, além, é claro, dos palpites para a primeira rodada.

Basicamente, as finais estão divididas em quatro semanas.

Semana 1
Jogos qualificatórios:
Primeiro na classificação geral x Quarto
Segundo x Terceiro

Quem ganha avança direto para a Semana 3; quem perde vai para a repescagem na Semana 2.

Jogos eliminatórios:
Quinto x Oitavo
Sexto x Sétimo

Quem ganha disputa a repescagem na Semana 2, quem perde dá adeus às finais.

Semana 2
J1
Perdedor de Primeiro x Quarto contra vencedor de Quinto x Oitavo
J2 Perdedor de Segundo x Terceiro contra vencedor de Sexto x Sétimo

Semana 3
Vencedor de Primeiro x Quarto contra vencedor de J2
Vencedor de Segundo x Terceiro contra vencedor de J1

Semana 4
Vencedor dos dois jogos acima fazem a Grand Final

Entenderam? Ótimo!

Então vamos aos jogos e palpites da Semana 1, que começa hoje:

The Rabbitohs

Sexta, 7 de setembro
(1) Bulldog  x Sea Eagles (4) ANZ Stadium - 19h45

Jogo duríssimo, Bulldog, com Barba em incrível fase, ganha apertado. Sea Eagles, atual campeão, não baixa a cabeça e ganha na repescagem, chegando na Semana 3.

Sábado, 8 de setembro
(2) Storm x Rabbitohs (3) AAMI Park – 17:45

Rabbitohs ganha. Não somente porque é o meu time e sou totalmente parcial, como também porque tem Greg Inglis em momento demolidor, Nathan Merritt voando e Adam Reynolds na ponta dos cascos. Claro, do outro lado tem Slater, Cameron e Cronk, o trio que está acostumado a ganhar tudo, mas a seca dos vendedores de coelho, que não chegam às finais desde 2007, vai falar mais alto. Em tempo: mesmo com a derrota, Melbourne Storm avança na repescagem para a semana 3.

(5) Cowboys x Broncos (8) Dairy Farmers Stadium – 19:45
Os Broncos têm alguns grandes nomes, mas estão cansados. Já os Cowboys, com o maestro/gênio Johnathan Thurston em forma e Ashley Graham e Matthew Bowen voando, devem atropelar o time de Brisbane, marcando o último jogo da carreira de Petero Civoniceva, o primo aussie nascido em Fiji do Mauro Silva, que se aposenta nesta temporada.

rugby austrália

Domingo, 9 de setembro
(6) Raiders x Sharks (7) Canberra Stadium – 16h

Difícil. Jarrod Croker, dos Raiders, é o cara pra ficar de olho, enquanto que o sempre conturbado Todd Carney tem a chance de, ao lado de Paul Gallen, colocar os tubarões na Semana 2 e recuperar um pouco da moral perdida nas últimas temporadas. Acho que o jogo vai para a prorrogação. Não sei quem ganha.

Let the finals begin!

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Nove de Julho em SP, Argentina e Austrália

O que argentinos, paulistas e australianos têm em comum?

Nove de julho.

É verdade!

Argentina

Brasileiro que passa o final de semana em Buenos Aires e adora jantar na Recoleta e visitar o túmulo da Evita certamente já andou pela Avenida 9 de Julio – aquela mesma do obelisco de mais de 60 metros -, data em que Argentina bravamente conquistou sua independência em 1816.

Um viva à José de San Martin!

São Paulo também tem uma avenida 9 de Julho gigantesca, que nasce no centrão da cidade e vai até a Zona Sul invariavelmente com tráfego lento nas duas pistas principais e motoboys nas outras três invisíveis.

São Paulo

Para nós, paulistas, 9 de julho é o aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, o levante armado contra o  governo Provisório de Getúlio Vargas e a ditadura instalada após o golpe de 1930.

Não temos um obelisco na avenida 9 de Julho, mas temos um obelix obelisco em homenagem aos heróis da Revolução Constitucionalista cujo mausoléu guarda os restos mortais dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, o famoso MMDC.

Já na Austrália, 9 de julho é, tecnicamente, o dia em que o país nasceu. Não a Austrália continente, lar dos aborígenes há mais de 40 mil anos, mas o país Austrália, que em 9 de julho de 1900 teve sua primeira constituição aprovada e reconhecida pela Rainha Victoria.

A carta descreve os poderes dos governos federal e estadual, o sistema judiciário, a freqüência das eleições, a elegibilidade para o Parlamento, entre tantos outros temas.

Eles só se esqueceram dos aborígenes e dos povos do Estreito de Torres, que não foram citados na carta magna e estão há exatos 112 anos oficialmente às margens da sociedade.

Ao lado do carbon tax e da questão dos asylum seekers, Constitution for all Australia é o grande tema do momento e refere-se justamente à necessidade de inclui-los na constituição do país.

Nada mais justo!

E caso não façam isso, sugiro um levante paulista-argentino (praticamente um Corinthians x Boca) para desembarcar na Austrália em 9 de julho de 2013 com um nababesco esquadrão de aeronaves de última geração da Aerolineas Argentinas.

passagens

Coloquemos as aeromoças mal-humoradas à frente para invadir Canberra e alteremos a constituição à força, como verdadeiros Xeneizes da Fiel, com Emerson Sheik caindo pelos flancos, Riquelme e Danilo na inteligência e logística, e Romarinho e Carlitos Tevez mais avançados.

“Vai Aborígenes” e “Aqui é Silvícola” serão os nossos lemas.

libertadores da américa

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Austrália em países e a profecia do beato de Sobradinho

O mapa é da The Cool Hunter (cliquem na imagem para ampliá-lo).

Big Country

Como vemos e todos sabem, a Austrália é gigante.

De fato, é a sexta maior nação do planeta, atrás somente de Rússia, Canadá, Estados Unidos, China e Brasil.

Já em termos populacionais, ocupa somente a 52a posição com seus quase 23 milhões de habitantes.

Para efeito de comparação, estão vendo Taiwan, ali em rosa, à esquerda da África do Sul?

Então, Taiwan é o quinquagésimo primeiro país mais populoso do mundo, com pouco mais de 23 milhões de habitantes.

Porém, enquanto eles têm 641 habitantes po km2, a Austrália possui somente 3 pessoas, densidade demográfica maior apenas do que a Namíbia, Guiana Francesa, Saara Ocidental, Mongólia, Ilhas Malvinas e, claro, Groelândia.

O motivo?

Vejam no mapa a França (sem aquela perninha de baixo), a metade de baixo da Alemanha, Equador, a ponta da bota e o salto da Itália, sul do Reino Unido, Malásia Ocidental, Nova Zelândia, parte de cima do Japão (para os dois lados), Romênia, Timor Leste, perna da Tailândia que invade o continente e Coreia do Sul.

Prazer, deserto!

Fofamente conhecido como Outback, ele é o responsável pela Austrália ser o país mais seco e plano do planeta, além, é claro, pela pífia densidade demográfica. Afinal, quem em sã consciência quer morar no deserto?

Bem, os índios.

Muitos, erroneamente, dizem que a Austrália foi boazinha com seus silvícolas, os populares aborígenes.

Sabemos que não é verdade.

Além de brutalidades históricas, principalmente na primeira metade do século XX, decorrentes de uma sociedade regida por leis absolutamente racistas e discriminatórias, essa aura “boa praça” a que se referem deve-se, entre outros, ao fato do governo ter demarcado algumas áreas exclusivamente aos índios. E onde elas estão?

No deserto, claro.

Os Cadigal, que originalmente viviam na área onde é hoje o Royal Botanic Gardens, no coração de Sydney, assim como os Muru-ora-dial, de Maroubra, com aquele belo mar na frente, obviamente não ficaram com nada, tiveram de zarpar.

Já próximo de Broken Hill, onde praticamente começa o Outback no mesmo estado de NSW (entre o Camboja e a parte mais elevada do Japão no nosso mapa), os Wiljakali, que por lá viveram por mais de 40 mil anos, há pouco mais de dois séculos foram obrigados a deixar a região, que voltou a pertencê-los oficialmente em 1998, quando, após anos de brigas judiciais, o governo lhes devolveu em forma de Mutawintji National Park .

Ou seja, se o Outback australiano não fosse tão inóspito e tivesse algo, digamos, parecido com o nosso Cerrado, a história definitivamente seria outra com muito mais cidades no centro do país, muito mais gente, maior densidade e menos lugares para abrigar isolar os silvícolas.

Por ora, os quase 23 milhões de habitantes da Austrália estão espalhados praianamente no nosso mapa da seguinte maneira:

- 5.5 milhões na costa da África do Sul em cidades como Sydney, Wollongong e Newcastle.
- Pouco mais de 400 mil na capital federal, um pouco para dentro da África do Sul.
- Pouco mais de 4 milhões na Grécia (metáfora mais do que apropriada), em Melbourne.
- Pouco menos de 3.5 milhões no litoral entre o norte da África do Sul, Albânia, Tailândia e o comecinho da Nova Zelândia em cidades como Gold Coast, Brisbane, Sunshine Coast, Townsville e Cairns.
- Quase 1.8 milhão em Perth, capital localizada na costa da Itália.
- Pouco mais de 1.2 milhão no finalzinho da Grécia, quase no Japão, na cidade conhecida como  Adelaide.
- Pouco mais de 500 mil espalhadas por longínquas praias da Dinamarca.

E o restante em cidades que, exceto Geelong, na Grécia, e Darwin, capital de Northern Territory incrustada na parte mais setentrional do Reino Unido, não chegam a 100 mil habitantes.

Resumindo: se a profecia do beato de Sobradinho se concretizar, só vai sobrar indígena por aqui.

O sertão vai virar mar, dá no coração / O medo que algum dia o mar também vire sertão…

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71 a 31 para Julia Gillard

Conforme esperado no país onde nada acontece, nada aconteceu. Bem, quase nada.

Ontem pela manhã, nos 40 anos dos Canários, Les Murray e Craig Foster, após a pelada, precisavam correr para o aeroporto. Destino? Canberra. O que iriam fazer? Jogar futebol contra parlamentares, muitos deles do Labour Party, aqueles mesmos que a poucos minutos decidiam o futuro da nação entre Julia Gillard e Kevin Rudd.

Ou seja, no país do críquete e do rugby, às vésperas da votação que poderia resultar na queda da primeira-ministra e ascenção do antecessor, alguns dos parlamentares votantes batiam uma nada australiana bolinha. Fantástico!

Foto de Ronaldo da Silva Lima

O resultado, a princípio 73 a 29 para Julia Gillard, ficou em 71 a 31 após a recontagem. Membro da Gaviões da Fiel foi visto nas imediações, mas os líderes do Labour Party tomaram o cuidado de fazer back up dos envelopes com os votos para evitar o problema do Carnaval de São Paulo.

Desafio concluído, Gillard continua no comando da nação, porém, mais enfraquecida do que nunca no parlamento, pois o desgaste do partido foi gigante. Já Kevin Rudd deve voltar para Brisbane e iniciar reflexões sobre de onde viemos, para onde vamos e qual o sentido da vida, uma vez que politicamente foi uma derrota nababesca.

política australiana

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Cavalera Conspiracy na Austrália e a Conspiração do Roncador

Entre 2001 e 2003, minha mãe morou no sudeste do Mato Grosso, nas cidades de Água Boa, Serra Dourada e dentro da aldeia indígena xavante Pimental Barbosa, conforme relato no meu livro, Meu Avô A´uwê.

Pimentel Barbosa é a mesma reserva que o Sepultura esteve quando trabalhava no álbum Roots, o meu preferido da banda, lançado em 1996.

Infelizmente, aquele foi o último do quarteto com a formação clássica, que tinha os irmãos Max e Igor Cavalera, Andreas Kisser e Paulo Jr.

A principal atração dessa região central do Brasil é a imponente e misteriosa Serra do Roncador. Imponente porque se espalha e pode ser vista em boa parte do território, e misteriosa porque não são poucas as histórias, lendas, crenças e relatos de acontecimentos, digamos, um pouco além da nossa compreensão branca-ocidental.

Aldeia Pimentel Barbosa com Serra do Roncador ao fundo

Uma das crenças, aceita tanto pelos índios quanto pelos esotéricos que frequentam os arredores, é a de que no Roncador as máscaras caem, trazendo à tona a verdadeira face, seja para o lado bom ou ruim.

E de acordo com o que ouvi por lá, não foi coincidência que após a passagem da banda pela região, muita coisa negativa apareceu resultando em diversos problemas entre os músicos, a empresária, familiares mais próximos etc.

Max deixou a banda e, nos dez anos seguintes, mal falou com seu irmão, Igor. O Sepultura continuou com o vocalista norte-americano Derek Green no lugar de Max, que seguiu carreira com a banda Soulfly.

Cavalera Conspiracy na Austrália

Em 2006, Igor também deixou o Sepultura, e os dois começaram a se reaproximar. Em 2007, voltaram a tocar juntos formando a banda Cavalera Conspiracy, que lançou o primeiro álbum, Inflikted, em 2008. O segundo, Blunt Force Trauma, veio em 2011, sendo ambos aclamados pelo público e pela crítica especializada.

E semana que vem, pela primeira vez, a Cavalera Conspiracy desembarca na Austrália. Eles vêm como atração do Big Day Out, mas também farão apresentações próprias, como podem ver abaixo:

24/Jan – Panthers - NewcastleInfo e Tickets
27/Jan – Anu Refectory - Canberra - Info e Tickets
28/Jan - Metro - SydneyInfo e Tickets
01/Fev - Billboard The Venue - MelbourneInfo e Tickets
06/Fev - Hi Fi Bar 18 - BrisbaneInfo e Tickets

Metal brasileiro em estado bruto e conspiratório!

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Rainha Elizabeth II na Austrália e o Abacaxi

 

Amanhã à tarde, a avó do Harry desembarca em Canberra, capital da Austrália.

É verdade, e ela vem acompanhada de um dos maiores papagaios de pirata dos séculos XX-XXI, o Duque de Edimburgo, também conhecido como Príncipe Philip.

Vossa Majestade, a Rainha Elizabeth II, a primeira monarca britânica a visitar a colônia australiana em pleno exercício do poder, chega nesta quarta-feira para a sua décima sexta visita oficial ao país.

A primeira ocorreu em 1954, quando a recém-coroada rainha tinha apenas 26 anos e percorreu, entre os dias 3 de fevereiro e 1 de abril, 10 mil milhas aéreas (cerca de 33 vôos), 2 mil milhas terrestres (130 horas de carro em 127 viagens), passando por todas as capitais (exceto Darwin) e 70 cidades do interior. No total, cerca de 6 milhões dos 8 milhões de habitantes a viram pelo menos uma vez.

Agora, ela ficará somente onze dias, passando por Canberra entre 19 a 23 de outubro, Brisbane no dia 14, Canberra em 25 e Perth entre 26 e 29 de outubro, quando deixa a ex-colônia penal.

Na parte da manhã do último dia, sábado, para fechar com chave de ouro a turnê, o casal real participará de um evento que é a cara da Austrália: churrasco comunitário, ou The Big Aussie BBQ, como está na agenda oficial. Imagino os calafrios do Príncipe Philip.

Mais do que isso, fico imaginando o pânico dele só de pensar na visita à Brisbane, capital do estado de Queennsland, na segunda-feira.

No ano fiscal de 2009-10, 44 mil toneladas de abacaxis frescos produzidos na Austrália foram colocados no mercado, juntamente com 41 mil toneladas de abacaxis processados. A grande maioria saiu das plantações de Queensland, incluindo o distrito de Nambour, onde a alguns poucos quilômetros, em Woombye, está a mundialmente famosa Big Pineapple, estátua em forma de um abacaxi gigante de 16 metros inaugurada em 15 de agosto de 1971.

Não há dúvida de que trata-de de um marco da engenharia civil e agrícola deste povo que possui um orgulho ímpar por esta planta monocotiledônea da família das bromeliáceas originária do Brasil.

Poucos sabem, mas em 1947, quando a então futura rainha casou-se com o Duque de Edimburgo, os pombos reais foram agraciados com mais de 2.500 presentes enviados de todos os cantos do mundo.

Do governo de Queensland, como não poderia ser diferente, receberam 500 caixas de abacaxis em conserva. Isso mesmo, qui-nhen-tas caixas. Por que vocês acham que este ano William e Kate optaram por doações em vez de mimos?

A passagem da semana que vem por Queensland será a mais breve possível, com foco total nas inundações ocorridas no início do ano. Abacaxi, nem pensar. Isso eles deixarão para os defensores da monarquia por aqui, que terão de lidar com o crescente fervor dos republicanos.

Sim, porque é bem provável que esta seja a última visita da rainha Elizabeth II por estas bandas. Aos 85 anos, a Rainha da Austrália, como é oficialmente chamada no país (e não Rainha do Reino Unido), é o principal elo que faz a Austrália ainda se manter como uma monarquia constitucional e não uma república.

Elizabeth the Second, by the Grace of God Queen of Australia and Her other Realms and Territories, Head of the Commonwealth, formalmente, ainda é a chefe de estado da Austrália. Mas, de verdade, ela não apita mais nada. No máximo, nomeia o governador-geral para representá-la.

Desde 5 de setembro de 2008, quem ocupa esse cargo é a ex-governadora de Queensland, Quentin Bryce, a primeira governadora-geral mulher do país. Entre suas funções, está de legitimar a escolha do primeiro-ministro (no caso atual, da primeira-ministra).

Os poderes jurídicos que a Grã-Bretanha detinha sobre a Austrália foram retirados pela própria rainha Elizabeth II, em março de 1986, quando ela assinou um ato derradeiro.

Treze anos depois, em 1999, foi realizado referendo popular que propunha transformar a Austrália em república. Mas com 55% a 45% dos votos, o “Não” venceu e a Austrália continuou como monarquia.

Por tudo isso, vale a pena ficar de olho na movimentação em torno da visita da avó do Harry, pois esse abacaxi, mais cedo ou mais tarde, precisará ser descascado pelos australianos. E, de preferência, bem longe do alegórico Príncipe Philip, que apesar da fama de não fazer absolutamente nada e só proporcionar situações constrangedoras, na longínqua ilha de Vanuatu, no Pacífico Sul, ele é tido com um deus pelos silvícolas da tribo Yaohnanen, fundadores da seita religiosa Prince Philip Movement.

God Philip save the Queen!

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