Borandá Brasil em Sydney – Último Show (Ever)

Se você gosta de música brasileira, artes cênicas e circo, não deixe de ver Borandá Brasil, espetáculo que o Coral da Universidade Federal do Ceará trouxe para a Austrália, a convite da Australian Intervarsity Choral Societies Association – AICSA.

Eles já passaram por Melbourne, Adelaide e Canberra, e hoje, às 19h30, se apresentam no Tom Mann Theatre (136 Chalmers Street), em Surry Hills.

cultura brasileira em Sydney

O Coral ainda fará um recital na quinta-feira e um workshop no sábado (vide final do texto), ambos em Sydney, mas o espetáculo de hoje será não apenas o primeiro e único na cidade, como também a última apresentação dessa montagem.

Mas, afinal, o que é o Borandá Brasil?

Imagine um coral convencional, daqueles com ótimas vozes perfiladas horizontalmente sobre degraus. Esqueça! Borandá Brasil não é nada disso.

Tem sim boas vozes, mas não perfiladas, e sim em cena, cantando música popular brasileira como Construção, de Chico Buarque, e Tropicália, de Caetano Veloso, passando por sambas, choros e ritmos regionais como ciranda, maracatú, xote e baião.

arte brasileira na austrália

Não é um musical e nem um espetáculo de dança. As pessoas chamam de coral cênico, mas Erwin Schrader, um dos regentes, não gosta da definição pois, segundo ele, todo coral é cênico. Para Erwin, é um um espetéculo de cor, de movimentação em cena.

“Nosso trabalho parte de pesquisa corporal, da pesquisa de movimentação, são 34 pessoas em cena, 3 regentes, que na verdade são doutores em canto, professores da universidade que pesquisam muito, que trabalham na formação dos estudantes, na estética de formação e trazem uma estética arrojada.”

O Coral da UFC existe há mais de 50 anos, está na quinta geração de regentes e, desde os anos 80, vem fazendo esse trabalho de integrar outras manifestações artísticas ao coral, aproximando-o da música popular brasileira.

cultura brasileira na Austrália

Cada montagem dura dois anos e hoje é justamente o final da temporada 2010/2011. Para o biênio 2012/13, o espetáculo será inspirado na obra do cantor Milton Nascimento.

Caso ainda não tenha se animado, veja o repertório abaixo. Ingressos a $30.

1. Chegança – Edu Lobo / Oduvaldo Viana Filho (Arr. Elvis Matos)
2. Tropicália – Caetano Veloso (Arr. Marcos Leite)
3. Cunhataiporã – Geraldo Espíndola (Arr. Samuel Kerr)
4. Cara de Índio – Djavan (Arr. Elvis Matos)
5. Jogo de Angola – Mauro Duarte / Paulo Cesar Pinheiro (Arr. Erwin
chrader)
6. Candeeiro Encantado – Lenine / Paulo Cesar Pinheiro (Arr. Daniel Sombra)
7. Cocada – Rita Ribeiro (Arr. Daniel Sombra)
8. Xaxado – Luis Gonzaga / Hervê Cordovil (Arr. José Gomes)
9. Borandá – Edu Lobo (Arr. Elvis Matos)
10. Procissão da Chuva – Cacilda Borges Barbosa / Wilson Rodrigues
11. Sonora Garoa – Paçoca (Arr. Elvis Matos)
12. Pecado Capital – Paulinho da Viola (Arr. Elvis Matos)
13. Construção – Chico Buarque (Arr. Liliana Cangiano)
14. Fantasia – Chico Buarque
15. Canta, canta mais – Tom Jobim (Arr. Elvis Matos)
16. Redescobrir – Gonzaguinha (Arr. Erwin Schrader)
17. É – Gonzaguinha (Arr. Tarcísio Jose de Lima)
Música Incidental – Aquarela do Brasil – Ary Barroso

Borandá Brasil
Quando: Quarta-feira, 14 de dezembro, às 19h30
Onde: Tom Mann Theatre (136 Chalmers Street), Surry Hills, Sydney
Quanto: $30
Ticket
Facebook
Site

Recital 3 Tempos Homen (Three Times of Man)
O quê:
Música sacra e popular
Quando: Quinta-feira, 15 de dezembro, às 19h30
Onde: Christ Church St. Laurence, George St, Sydney
Quanto: $20
Ticket

Brazil Choral & Movement workshop
Quando: Sábado, 17 de dezembro, das 14h30 às 17h30
Onde: Glebe Cafe Church, 37 St Johns Rd, Sydney
Quanto: Grátis

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Sculpture By The Sea – Último dia

Hoje termina a 15a edição da Sculpture by the Sea, que desde 3 de novembro exibe mais de 100 esculturas ao longo dos dois e-p-e-t-a-c-u-l-a-r-e-s quilômetros de costa entre as praias de Bondi e Tamarama.

The Nail

Reconheço a minha suspeitabilidade (como diria o Tite, técnico do vice Corinthians), mas como não sou crítico de arte, não tenho o menor problema em dizer que o meu trabalho favorito foi aquele prego vermelho gigante instalado em uma rachadura da pedra.

Por que suspeito? Pois a obra é do amigo australiano Clary Akon com o xará chileno Juan Pablo Pinto. Mais do que isso, the nail, como foi batizada pelos artistas, está no top 3 da preferência do público e concorre, cabeça a cabeça, pelo People’s Choice Prize, prêmio no valor de $5 mil. Isso mesmo! Cinco mil doletas, five grants.

Por conta disso, acabei de votar online na obra e, se você foi à exposição e também gostou do prego vermelho gigante, clique aqui para votar.

A obra é a número 12 (ou douze, como eles dizem lá em Laranjeiras).

O Clary, por sinal, também participou da exposição Primavera na Austrália, aqui no blog, com a escultura em bronze Noah’s Ark. Craque!

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Primavera na Austrália – Parte IV

Eis a quarta e última parte da Primavera na Austrália. Em breve, juntarei todas no mesmo post.

Muito obrigado a todos que participaram e mil desculpas aos que ficaram de fora, mas não teve como colocar tudo.

Espero que tenham gostado!

Primavera na Austrália – Parte I
Primavera na Austrália – Parte II
Primavera na Austrália – parte III

Parte 4 (de 4)

Foto de Thiago Siqueira

Foto de Dudu Kikko

Fotos de Pablo Nacer

Foto de Thiago Siqueira

Foto de Rafa Paiva

Ilustração de Lilly Shewring

Arte gráfica de Rodrigo Holler

Foto de Dudu Kikko

Receita de Eliete Tonon

Romeu e Julieta
Tradicional combinação de queijo e goiabada, agora no copinho.

Ingredientes
150g de cream cheese
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso
1/2 caixinha de creme de leite
200g de goiabada
1/2 xícara de água

Preparo
Creme de queijo: misture os três primeiros ingredientes até atingir um ponto homogêneo e macio. Creme de goiaba: em uma panela, junte a água com a goiabada e derreta em fogo baixo. Montagem: em copinhos ou taças, coloque camadas do creme de goiaba e do creme de queijo. Enfeite com uma folha de hortelã. Sirva gelado.

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Para os Difusores da Cultura Brasileira na Austrália

Caros artistas (seja lá o que isso significa), sabem aqueles projetos ligados à cultura brasileira que vocês vêm sonhando há tempos em colocar em prática na Austrália, mas ainda não realizaram por falta de tempo e grana?

Trago dos lados de Sucupira uma notícia boa e outra ruim.

Começando pela boa, o Ministério das Relações Exteriores em Brasília através do seu Departamento Cultural e dos postos do Ministério no exterior – os Consulados -, vai liberar verbas para propostas culturais a serem realizadas em 2012 no exterior.

A má notícia: o prazo para entrega das propostas encerra-se em 14 de novembro de 2011, daqui a duas semanas.

As prioridades do Ministério para o ano que vem, ou seja, os tipos de projetos mais propensos a conseguirem algum financiamento (acreditem, não é fácil), subdividem-se em quatro grupos:

Programa de Difusão Cultural (PDC)
Este contempla música, artes visuais, artes cênicas e literatura, em iniciativas nas áreas de teatro, arte contemporânea, música popular, música erudita, livro e literatura, dança, arquitetura, design, fotografia, gastronomia, moda e artesanato, entre outros.

Programa de Difusão de Língua e Cultura (PDLC)
Mais voltado para projetos ligados a conteúdo educativo para crianças, este prioriza o português falado no país em apresentações de teatro e de música, oficinas de redação, leitura e produção literária, oficinas de música, teatro e marionetes, oficinas de desenho, gravura e histórias em quadrinhos, atividades recreativas e circenses, exibição de filmes brasileiros para crianças e concursos de redação.

Programa de Promoção do Audiovisual Brasileiro (PPAB)
Ligado a projetos de promoção para cinema, televisão e outras mídias, este contempla iniciativas de realização ou apoio a mostras brasileiras, a promoção de lançamentos comerciais ou de sessões especiais de filmes brasileiros para convidados e a produção de material de divulgação (cartazes, folhetos e catálogos). Serão igualmente avaliados pedidos de apoio à participação do Brasil em mostras, festivais e feiras.

Programa de Divulgação da Realidade Brasileira (PDRB)
Se a ideia é trazer à tona um dossiê completo sobre a triste e absolutamente execrável situação em que se encontram as ONGs no país, organizações sem fins lucrativos que nasceram com a finalidade de atuar nos gigantescos espaços existentes entre a sociedade civil e os órgãos públicos para tentarem modificar aspectos importantes da sociedade, mas que em muitos casos são usadas por pessoas e grupos inescrupulosas para desviarem recursos públicos em proveito próprio, como apontam, por exemplo, as últimas denúncias contra o Ministério dos Transportes, esqueçam. Não é esse tipo de realidade que estão falando.

E sim a tradução de publicações, apoio a programas de rádio, organização de palestras e seminários sobre aspectos relevantes da realidade brasileira, elaboração de material informativo impresso, lançamentos de publicações e eventos correlatos.

Mais uma vez, tentarei verba para traduzir e editar o meu livro por aqui, Meu Avô A´uwê, sobre três viagens que fiz no início dos anos 2000 para uma reserva indígena xavante no Mato Grosso. Mas sei que o tema indígena não é muito apreciado pelo governo brasileiro (independentemente de quem está no poder), principalmente agora, com Belo Monte.

Mas incentivo a todos que tentem para mostrarmos que, sim, há brasileiros muito talentosos e capazes na Austrália, assim como demanda para consumir atrações ligadas à nossa cultura.

Leiam aqui as informações completas do Ministério.

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Sculpture by the Sea 2011

A partir desta quinta-feira, até 20 de novembro, os dois quilômetros de costa entre Tamarama e Bondi Beach serão invadidos por mais de 100 peças de arte.

E não estou falando do topless aussie-europeu que invade as areias de Sydney no verão, mas da Sculpture by the Sea, e-p-e-t-a-c-u-l-a-r exibição a céu aberto, à beira mar e absolutamente gratuita que este ano chega à décima quinta edição.

Sculpture by the Sea

Tamarama, 6 da matina. Foto, é claro, do mestre :: uge. Clique na imagem para ver mais fotos do Aquabumps.

Isso mesmo, 15 anos da melhor combinação: visual paradisíaco, tênis confortável, garrafinha d´água, protetor solar, sombrero, óculos transado de Bondi e esculturas.

Se estiver na cidade nas próximas três semanas, você tem a obrigação de ir. De verdade, pois está naquele documento que você assinou quando desembarcou em Sydney.

E se puder, vá em dia de semana, pois nos finais é ligeiramente caótico.

O acesso é tanto por Tamarama quanto por Bondi, ali no Icebergs, você escolhe.

Para mais informações, clique aqui.

E para ver post sobre edição passada da Sculpture by the Sea, clique aqui.

comida brasileira na Austrália

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Primavera na Austrália – Parte III

Comecemos a semana com a terceira parte da Primavera na Austrália, exposição online do blog que reúne brasileiros e entusiastas da nossa cultura. Para ver as anteriores, clique nos links abaixo:

Primavera na Austrália – Parte I
Primavera na Austrália – Parte II

**

Parte 3 (de 4)

Noah’s Ark – Escultura em Bronze de Clary Akon

The Manly ferry is something which is as familiar to Sydney siders as is the biblical story of Noah and his ark to the world at large. Everyone who has ever lived in Sydney, at some stage in their life, have taken a trip to Manly in a Manly ferry. For the Brazilian community in particular, which has recently sprung up throughout the Northern beaches, this ferry ride has become almost a rite of passage. In this sculpture, I have taken the animals from Noah's Ark and put them on a manly ferry to express a playful vision of what it is to experience multiculturalism in Sydney.

Foto de Dudu Kikko

Fotos de Rafa Paiva

Fotos de Thiago Siqueira

Foto de Vassilena Dyulgerova

Arte gráfica de Rodrigo Holler

Ilustração de Lilly Shewring

De Profundis – Pintura a óleo de Marcia Monje

Filé de salmão com alecrim e aspargos – Receita de Eduardo Castro

Primavera na Austrália é quente, o que nos leva a abandonar sopa, gordura e comida mais pesada. Nada mais leve e light do que um balanço entre o vegie e a proteína low-fat, com um pouco de cor. Esta é uma receita simples, rápido e fácil de fazer, com ingredientes encontrados em qualquer esquina.

Tempo
10 minutos

Ingredientes
1 bunch aspargus
1 salmon fillet, skinned
Cornflour to cover
Olive oil
Blackpepper
Salt
50g butter
1 bunch rosemary
1 lemon

Preparo
Coloque o aspargo em água fervente com sal por 3 minutos. Retire e reserve. Passe o filé de salmão “levementente” em cornflour (maizena), para evitar que a peça grude na frigideira e garantir que fique com um aspecto crocante. Em uma frigideira anti-aderente, coloque um pouco de azeite de oliva, pimenta preta e sal. Frite cada lado por 3 minutos em fogo médio, não mais que isso. Na metade deste tempo, adicione uma colher de manteiga, ao lado na frigideira, um galho de alecrim e o limão. O sabor espalhará na manteiga com o calor. Regue o salmão (já quase frito) com uma colher para adicionar este sabor. Isso precisa ser rápido para não cozinhar o salmão, este o motivo de adicionar somente no final da fritura. Após frito, deixe o salmão descansar por 5 minutos antes de servir, para assentar o sabor. Regue com azeite de oliva e sirva, o prato é simples, mas o sabor sensacional.

Dica de Vinho - Mornington Estate Pinot Noir 2008 VIC $19

Para harmonizar com o salmão do Eduardo, experimente este Pinot Noir que selecionei para o Guia de Vinho 2011. Para saber mais, clique na imagem.

Cheers!

 

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