Não vejo sexualidade como uma opção, algo que a pessoa escolhe, vou ser hetero, vou ser homo, vou ser bi, e sim, a expressão de seu instinto sexual.
Se ela precisa passar a adolescência em total conflito consigo só porque os pais, a escola, os amigos, a tv e os demais em sua volta dizem que está errado ser homessexual, o problema não é ela, e sim do sistema que impôs essa regra.
De fato, eu adoraria saber quando foi que, pela primeira vez, um grupo de notáveis, divagando sobre o que é o normal, determinou que somente as relações entre pessoas de sexos opostos seriam o certo.
Será que foram os mesmos que, quando deixaram de ser nômades e passaram a sedentários – transformando as lavouras em vilarejos e depois em cidades – fizeram de seus ex-inimigos escravos, nomearam sacerdotes, construíram monumentos, ofereceram vidas humanas para sacrifícios, enfim, controlaram e legislaram através de uma elite formada exclusivamente por homens?
De onde vem a regra de que somente pessoas de sexos opostos podem se amar? Pior, quem determinou que pessoas do mesmo sexo não podem se amar, trocar carícias, ter relações sexuais, se casarem e criarem uma família?
Segundo a última pesquisa do Herald/ Nielsen, 62% dos australianos apoiam a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Para a lei ser aprovada, é preciso que as duas principais forças políticas apoiem. Sozinho, o governo não tem como passá-la. E Tony Abbott, o líder da Coalition, o grupo de partidos conservadores da oposição, é contra.
A mesma pesquisa mostra que 76% dos australianos que apoiam a Coalition acham que eles deveriam votar a favor. Não por acaso, o Australian Marriage Equality está com este vídeo.
Eles também estão, juntamente com a GetUp, com a campanha I do Day, que no dia 2 de março estará nas ruas de Sydney, Melbourne, Brisbane, Adelaide e Perth fazendo várias ações, incluindo venda de bótons (broches, badges, não sei o nome certo) para angariar fundos.
Se você é a favor, há algumas coisa que pode fazer. A primeira é clicar na página do I do Day no Facebook e dar um like. Ali tem diversas informações. Depois, assinar essa petição. E, claro, na sexta-feira, 2 de março, comprar o seu bótom (broche, badge…) e usá-lo para mostrar o seu apoio.







