Caros artistas (seja lá o que isso significa), sabem aqueles projetos ligados à cultura brasileira que vocês vêm sonhando há tempos em colocar em prática na Austrália, mas ainda não realizaram por falta de tempo e grana?
Trago dos lados de Sucupira uma notícia boa e outra ruim.
Começando pela boa, o Ministério das Relações Exteriores em Brasília através do seu Departamento Cultural e dos postos do Ministério no exterior – os Consulados -, vai liberar verbas para propostas culturais a serem realizadas em 2012 no exterior.
A má notícia: o prazo para entrega das propostas encerra-se em 14 de novembro de 2011, daqui a duas semanas.
As prioridades do Ministério para o ano que vem, ou seja, os tipos de projetos mais propensos a conseguirem algum financiamento (acreditem, não é fácil), subdividem-se em quatro grupos:
Programa de Difusão Cultural (PDC)
Este contempla música, artes visuais, artes cênicas e literatura, em iniciativas nas áreas de teatro, arte contemporânea, música popular, música erudita, livro e literatura, dança, arquitetura, design, fotografia, gastronomia, moda e artesanato, entre outros.
Programa de Difusão de Língua e Cultura (PDLC)
Mais voltado para projetos ligados a conteúdo educativo para crianças, este prioriza o português falado no país em apresentações de teatro e de música, oficinas de redação, leitura e produção literária, oficinas de música, teatro e marionetes, oficinas de desenho, gravura e histórias em quadrinhos, atividades recreativas e circenses, exibição de filmes brasileiros para crianças e concursos de redação.
Programa de Promoção do Audiovisual Brasileiro (PPAB)
Ligado a projetos de promoção para cinema, televisão e outras mídias, este contempla iniciativas de realização ou apoio a mostras brasileiras, a promoção de lançamentos comerciais ou de sessões especiais de filmes brasileiros para convidados e a produção de material de divulgação (cartazes, folhetos e catálogos). Serão igualmente avaliados pedidos de apoio à participação do Brasil em mostras, festivais e feiras.
Programa de Divulgação da Realidade Brasileira (PDRB)
Se a ideia é trazer à tona um dossiê completo sobre a triste e absolutamente execrável situação em que se encontram as ONGs no país, organizações sem fins lucrativos que nasceram com a finalidade de atuar nos gigantescos espaços existentes entre a sociedade civil e os órgãos públicos para tentarem modificar aspectos importantes da sociedade, mas que em muitos casos são usadas por pessoas e grupos inescrupulosas para desviarem recursos públicos em proveito próprio, como apontam, por exemplo, as últimas denúncias contra o Ministério dos Transportes, esqueçam. Não é esse tipo de realidade que estão falando.
E sim a tradução de publicações, apoio a programas de rádio, organização de palestras e seminários sobre aspectos relevantes da realidade brasileira, elaboração de material informativo impresso, lançamentos de publicações e eventos correlatos.
Mais uma vez, tentarei verba para traduzir e editar o meu livro por aqui, Meu Avô A´uwê, sobre três viagens que fiz no início dos anos 2000 para uma reserva indígena xavante no Mato Grosso. Mas sei que o tema indígena não é muito apreciado pelo governo brasileiro (independentemente de quem está no poder), principalmente agora, com Belo Monte.
Mas incentivo a todos que tentem para mostrarmos que, sim, há brasileiros muito talentosos e capazes na Austrália, assim como demanda para consumir atrações ligadas à nossa cultura.
Leiam aqui as informações completas do Ministério.






