Totem1 – Última semana!

No início de março, publiquei post sobre o Felipe Guedes, designer gráfico que fez a arte deste blog (terceiro banner à direita) e acabara de colocar um projeto no Pozible, o maior site de crowdfunding da Austrália.

Meses se passaram e agora restam somente 6 dias para esgotar o prazo de captação de recurso.

Prozible

Para lembrá-los e ajudar a fechar o montante, segue texto da jornalista Fernanda Bonifácio publicado na edição 32 da revista Falamos Português, seção Thumbs-up.

Juntos chegaremos lá
por Fernanda Bonifácio

Quem nunca teve uma ideia genial que foi deixada de lado por falta de recursos? Pode ter certeza que você não foi o único. Mas o designer gráfico carioca Felipe Guedes fugiu à regra e inscreveu seu projeto no Pozible, site de ‘crowdfunding’ (ou financiamento coletivo). A plataforma possibilita que múltiplas fontes financeiras contribuam para a viabilização dos projetos e recebam as respectivas recompensas caso a meta de arrecadação seja atingida. Ou seja, o dono da ideia realiza seu sonho e quem colaborou também sai ganhando.

O projeto de Felipe é criar a empresa Totem1. Se tudo der certo, ela será lançada no mercado através da coleção de camisetas Neighbourland, que explora a conexão da Austrália com diversos países do mundo. “Retratei ícones, referências visuais e curiosidades de cada país a partir da minha experiência de brasileiro vivendo na Austrália”, explica Felipe. Cada pacote de colaboração (que vai de $10 a $300) dá direito a uma recompensa. Se a verba estipulada não for atingida, o projeto não sai do papel e o valor das contribuições individuais não é descontado do cartão de crédito de ninguém. Correndo contra o relógio, Felipe tem até o dia 28 de maio para arrecadar $2.800. Quer saber mais? Visite o site.

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Genérico do Vivid Sydney

Aproveitando que nesta sexta-feira, 25 de março, começa o Vivid Sydney, festival mais iluminadamente criativo do inverno da cidade (ou seria o mais criativamente iluminado?), segue minha versão latino-americana, sem parentes importantes e vinda do interior do festival.

As fotos são de The Rocks, um dos locais onde haverá instalações do Vivid – os outros spots são Circular Quay e Opera House, incluindo Customs House e Museum of Contemporary Art (este, por sinal, acabou de passar por reforma e está ótimo por dentro e incrivelmente feio por fora, na parte que dá pra George St).

Bem, mas em vez de soluções geniais que fazem do Vivid o segundo maior festival de luz e música do Hemisfério Sul (o primeiro, claro, é a magnífica árvore de Natal do Parque Ibirapuera, em São Paulo), o meu genérico traz uma casa sorrindo e um túnel mal-encarado.

Vivid Sydney

Vivid Sydney

Vai encarar?

#vividsydney

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Milagre ou fisioterapia?

Não existe uma pessoa que, ao passar pelo Hero of Waterloo, em The Rocks, Sydney, numa tarde de sábado ou domingo, não sinta uma empatia especial pela cantora, saxofonista e trompetista Valda Marshall, figuraça de pouco mais de oito décadas de vida.

Quanto mais vou lá, mais descubro sobre ela (e a admiro mais). E agora com a vantagem de que Valda está melhor do que nunca.

Hero of Waterloo

É verdade!

Nas últimas vezes em que conversamos, foi realmente complicado entender o que ela falava, pois a voz saía muito baixa e truncada. É a idade, imaginamos.

Mas agora, graças a uma pneumonia em um dos pulmões, a respiração voltou ao normal, e, por conta da internação hospitalar que a deixou longe das apresentações, das variações de temperatura e do marido-pianista-boêmio, ela e seu corpo puderam, finalmente, tirar merecidas e necessárias férias, coisa que não faziam há alguns pares de décadas, e descansar.

Resultado: taça de vinho na mão e dicção absolutamente clara, estou me sentindo ótima para desfrutar cada vez mais as coisas boas da vida.

Gênia!

E ela se tornou inspiração ainda maior pra mim quando contou sobre um problema que teve na infância, durante tempo em que suas pernas não tinham forças suficientes para aguentar o peso do corpo, o que a impossibilitava de andar sem ajuda.

Era década de 1930 em Sydney e, com a filha desenganada pelos médicos, os pais recorreram a um padre em busca de algum milagre, cura espiritual ou algo do tipo.

O pároco, ao ver o quadro da criança, não teve dúvida. A levou para Bronte Beach, fez um buraco na areia e a colocou dentro. Na sequência, cobriu a enferma até o os ombros e falou a palavra mágica: saia!

A operação foi repetida diariamente, até que num belo dia, após esforços herculanos para se livrar de toda aquela areia, ela voltou a pisar firmemente no chão e a andar sem necessidade de  apoio algum.

Milagre ou fisioterapia?

Independentemente da resposta, vida longa a Valda Marshall – a Mary MacKillop dos pagões!

pub em Sydney

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Newsletter PablitoAustralia e vinho de Margaret River

Semana que vem lançarei um novo produto do blog, na verdade, uma newsletter.

Ela será semanal, vai ser enviada entre quinta e sexta-feira (horário de Sydney) e inicialmente trará, entre outros conteúdos, dica de vinhos, fotos, a poesia do grande poeta e amigo Paulo Bomfim, além de texto meu que poderá ser crônica, entrevista, notícia ou algo do tipo.

Paddington

Três senhores em alguma esquina de Woollahra, Sydney.

Para receberem, basta preencherem os campos ao lado. Se preferirem, mandem email com nome, sobrenome e país onde moram que já farei o cadastro manualmente.

Bem, aproveitando que hoje é sexta-feira, para entrarem no clima do final de semana e da newsletter, segue dica de vinho que experimentei essa semana e recomendo muito.

Vinho de Western Australia

Woodlands é o nome do produtor, famoso na região de Margaret River, em Western Australia, por fazer vinhos de boa qualidade em pequena escala.

Para quem quiser uma boteja para tomar nesses dias ensolarados de frio, típicos do outono, o Chardonnay 2011 não tem erro. Ele sai por cerca de $24 na Dan Murphys, traz um equilíbrio perfeito entre o frutado do Chardonnay com um toque leve de madeira, nada exagerado, e um mineral de fundo. Chardonnezão pra começar a tarde.

Chloe Chardonnay, a linha acima, é fantástico, mas custa um pouco mais do que o dobro, portanto, nem percam tempo (apesar de valer o preço).

Também gostei do fato dos caras produzirem uvas como a Cabernet Franc – nada muito usual por essas bandas -, que misturada com a Merlot resultou em um vinho estilo Bordeaux bem interessante (Woodlands Cabernet Franc Merlot 2011).

Eu não o recomendaria para ser tomado agora, ele ficará melhor daqui a uns poucos anos, mas se o encontrarem de uma safra anterior (2010 ou 2009), vão sem medo. Também sai pelos mesmos $24 e é perfeito para ser aberto na sequência do Chardonnay, ou então, para aqueles que preferem começar a jornada já no tinto, é ele.

Emily, Margaret e o Cabernet Sauvignon, tintos de linhas mais acima e muito bons, têm a peculiaridade de trazerem a uva Malbec em seus cortes, o que também não é usual por aqui. Ou seja, o produtor está tentando fazer algo diferente e tem conseguido. Pontos pra ele!

Malbec argentino

Falando em Malbec, estou para escrever sobre esse vinho desde que estive no Brasil, há algumas semanas.

O negócio é o seguinte: mulheres, vocês vão amar o Altos del Plata Malbec 2010, produzido pela Terrazas, argentino bem popular por aí.

Sério!

Se tiver qualquer almoço, jantar, chá- de panela, rega-bofe, forfé, enfim, qualquer desculpa para tomar um tinto descompromissado, esse é o cara, pois além de ser bastante frutado e leve, é um Malbec feito sem o ranço de passar longas temporadas em carvalho. Bem feminino!

E o que é melhor: custa por volta de R$35, no máximo!

Príncipe dos poetas

Bom, prometo que na newsletter as dicas de vinho serão mais enxutas.

E já que terminamos com vinho e mulher:

“Apago a luz. Invento a noite.”
Paulo Bomfim

Não deixem de se cadastrarem!

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Artista do Ano e Coldplay

Antes de mais nada, parabéns ao Kid Mac, que na noite desta terça-feira, na Opera House, foi eleito Artist of the Year durante o MusicOz Awards 2012, principal prêmio da cena independente australiana.

MusicOz Awards

Por que ele ganhou? Clique na imagem e conheça No Man´s Land, seu álbum de estreia. Em brevíssimo, trago entrevista bem bacana com ele.

turnê austrália 2012

Aproveitando a deixa musical, Coldplay, uma das bandas preferidas da maioria, volta para o terceiro continente à sua escolha com shows na Nova Zelândia e Austrália.

Veja as datas:

Sábado, 10 de novembro de 2012
Mt Smart Stadium, Auckland
Tickets

Terça-feira, 13 de novembro de 2012
Etihad Stadium, Melbourne
Tickets

Sábado, 17 de novembro de 2012
Allianz Stadium, Sydney
Tickets

Quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Suncorp Stadium, Brisbane
Tickets

A pré-veda de alguns shows já começou e a venda geral começa nos próximos dias. Corra, pois vai esgotar rápido!

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Kyoto, a sétima colocação e o ranking dos supimpas

Anualmente, são lançados dezenas de rankings destacando as cidades e países mais supimpas do planeta. A Austrália e algumas de suas capitais como Sydney, Melbourne e Cairns Perth volta e meia aparecem no topo de listas que avaliam quesitos como qualidade de vida, segurança, estabilidade política, consumo de Vegemite e por aí vai.

O bom desempenho australiano também é evidente no campo desportivo, já que o país é uma notória potência em modalidades como críquete, rugby league, rugby union, rugby rugby e netball (caso não saibam o que é, não queiram saber), além de potência olímpica desde 1956.

Segundo minhas projeções para daqui a dois meses, levando em consideração que os Jogos serão em Londres, teremos Estados Unidos, China e Reino Unido disputando as três primeiras posições, Rússia, Alemanha e provavelmente Grécia, que está em grande fase, fechando o sexteto da parte de cima do quadro de medalhas, seguidos pela Austrália, que deve chegar na sétima.

Em tempo: o Brasil termina em décimo nono com dois ouros, duas pratas e algo em torno de quarenta a cinquenta e oito bronzes (eita delegação sem apoio nenhum que refuga na chegada!).

Bem, mas voltando ao ponto principal deste texto – o sétimo lugar australiano -, esta é a mesma posição que o país se encontra em um outro ranking, só que não tão glamoroso: o das nações que mais contribuem para o declínio ambiental do planeta.

É verdade!

Segundo o estudo Living Planet Report, da World Wildlife Fund, se todos os povos vivessem como os australianos (isso obviamente nos inclui – estrangeiros que vivem aqui), seriam necessários 3.76 planetas Terra para prover os recursos necessários para toda essa gente, o que significa que o estilo de vida australiano já teria mandado o mundo pelos ares (só estamos atrás de Catar, Kwuait, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Estados Unidos e Bélgica).

O atual governo da primeira-ministra Julia Gillard, apesar de diversas falhas em diversos setores, tem sido muito corajoso na questão ambiental batendo de frente com a poderosa indústria mineira e tentando passar goela abaixo o imposto sobre a emissão de carbono (carbon tax).

Esta semana, porém, em Bonn, na Alemanha, durante mais uma rodada de negociações para o novo acordo global de redução de emissões (espécie de Protocolo de Kyoto – Parte II: A Missão), veremos quais são as reais intenções de Gillard.

O Protocolo inicial de Kyoto, ratificado em 1999 e em vigor desde 2005, expira no final do ano. O planeta suplica para que até dezembro, quando acontece rodada decisiva em Doha, no Catar, do chamado COP-18, os países mais, digamos, supimpas do planeta, cheguem a um acordo que seja legitimado pelos 194 países da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change). Com isso, começaríamos 2013 já com as novas metas de redução (praticamente uma banana para os maias).

Um dos problemas é que a Austrália, único país ao lado dos Estados Unidos, claro que não ratificou Kyoto em 2005 (só o fez no início de 2008, quando o ex-primeiro-ministro-expurgado Kevin Rudd assumiu), está indo na onda do fujão Canadá e ameaçando, juntamente com a Nova Zelândia, não ratificar a extensão do protocolo, o que iria totalmente contra as necessidades do planeta e no caminho inverso do que o atual governo tem feito até agora.

Ou seja, nessas próximas duas semanas, em Bonn, e depois em dezembro, em Doha, todo mundo de olho na Austrália que, se refugar, vai despencar no ranking dos supimpas.

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