Monthly Archives: June 2012

Samba, Friends e Caipirinha em Sydney

Neste domingo, em Sydney.

Festa mensal da Baluart com vista para a Opera House.

Música ao vivo, feijoada e muito mais.

Entrada grátis.

Para saber tudo sobre a festa, clique na imagem abaixo.

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Quatro baleias, uma gaivotinha feia e o babaca

Ontem, por volta da hora do almoço, eu conversava com um amigo pelo telefone quando ele solta um caraaaaaaca, olha isso. O que foi? Estão passando várias baleias aqui na frente, uma, duas, três… caraaaaaaca são quatro.

Sabendo que o carioca (sim, com dois caraaaacas em duas frases, obviamente é carioca) mora entre Dover Heights e Diamond Bay, ao norte de casa, e que estamos em plena temporada migratória das baleias rumo ao sul, não tive dúvida, peguei a câmera e corri para a praia.

praias de Sydney

O tempo estava levemente inconstante, o que numa leitura um pouco mais, digamos, esotérica, não é favorável para a observação de baleias. Mas xavante que sou, fiquei em posição de lotus em uma das pedras no alto do penhasco norte de Coogee Beach e esperei.

Passaram-se dez mintuos.

Nada.

Quinze, vinte minutos…

Austrália

De repente, vejo algo se mexendo próximo à ponta de Clovelly. O coração acelera e aciono o zoom da máquina que, ao se aproximar do suposto cetáceo, revela um solitário surfista.

Paciência.

Tentando uma conexão mais profundo, fixei o olhar no horizonte, leste, sabendo que ali na frente, a algumas milhas, encontra-se a Nova Zelândia, terra dos Maoris e do grande Paikea, o notório domador de baleias da tribo Ngati Porou, retratado no ótimo filme Encantadora de Baleias (2002).

Mais dez minutos de espera e eis que algo se mexe no horizonte. O coração novamente dispara e eu, emocionado com o êxito da conexão Maori, preparo a câmera enquanto canto mentalmente os versos do haka, a tradicional dança de guerra Maori.

Ringa pakia! 
Uma tiraha! 
Turi whatia! 
Hope whai ake! 
Waewae takahia kia kino! 
Ka mate, ka mate 
Ka ora’ Ka ora’ 
Ka mate, ka mate 
Ka ora Ka ora “ 
Tenei te tangata puhuruhuru 
Nãna i tiki mai whakawhiti te rã
A Upane! Ka Upane! 
Upane Kaupane” 
Whiti te rã,! 
Hi!

Devo ter errado alguma parte, pois mais uma vez não era o meu cetáceo preferido, mas um ser da minha espécie num jet-ski.

Pior, ele e o surfista interagem como golfinhos num desses shows de parque aquático da Gold Coast, fazendo-me sentir um tremendo babaca.

Austrália esporte aquático

esporte aquático

Cabisbaixo e conformado por ser muito mais uruguaio e paulistano do que xavante, deixo o meu posto de observação e contorno a praia na esperança de um grande momento, daqueles dignos de filmes quando a música sobe, o dia se ilumina e o nababesco mamífero dos mares emerge fazendo acrobacias mirabolantes e dando barrigadas espalhafatosas, em câmera lenta, claro – praticamente uma Priscila, a Baleia do Deserto.

Mas não foi nada disso. O céu se iluminou, é verdade, mas em vez da grande Orca, da minha Free Willy Dundee, com a trilha sonora:

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race

O máximo que vi foram gaivotas devoradoras de restos de fish and chips numa clara manisfetação segregatória, discriminatória, evocando a fábula do Patinho Feio.

Austrália

No caso, da gaivotinha feia, que foi para um lado, e eu, o babaca, sem chapa alguma de baleia, para o outro.

Crônica da edição #6 da Newsletter

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Jabaculê, Kid Mac, Cruise Bar e O Rappa (cover)

A verdade é a seguinte, sem patrocinador não tem blog, muito menos newsletter.

Bem, até teria, mas como hobby, atualizado esporadicamente e não com o ritmo quase diário que PablitoAustralia tem.

Dito disso, é minha obrigação utilizar o próprio espaço do blog para agradecer aos patrocinadores que, mais uma vez, renovaram por mais um trimestre.

ENTER
ENTER
ENTER

Três ENTER´S  em homenagem às empresas All Tax e Academies Australasia, a primeira, completando 2 anos de parceria, e a segunda, 1 ano.

Antonio, Vivi, Luiz e Erick, muito obrigado!

Levando em consideração que é um blog pessoal, não ligado à empresa ou associação, os números são animadores, principalmente pensando na quantidade reduzida de brasileiros que temos por aqui e na escassez de veículos de comunicação voltados para o público.

(Clique para ampliá-los)

Gráfico 1

Gráfico 2

E a partir do novo ano fiscal, ou seja, do próximo domingo, primeiro de julho, inicio um novo contrato com a Ozzy Study Brazil, empresa para qual venho escrevendo há quase 5 anos.

Continuarei contribuindo como free-lancer para a Ozzy, mas deixarei de ser exclusivo, o que significa que poderei trabalhar para as demais agências do setor, não somente escrevendo, fazendo traduções, atualizando blogs e websites etc, como também veiculando banners aqui no blog e na newsletter, realizando e promovendo eventos e assim por diante.

Clique para saber mais!

Nova fase, novo ano fiscal, mas o eterno agradecimento a todos da Ozzy, em especial à Mara e ao Alê, pela confiança e pelo trabalho desenvolvido nesta meia-década.

Aproveitando a deixa, seguem os próximos eventos e seus devidos patrocinadores pois, sem eles, dificilmente teríamos Kid Mac fazendo after party do lançamento do álbum, Samba, Amigos e Caipirinha no Cruise Bar e O Rappa Cover vindo de Perth para se apresentar pela primeira vez em Sydney!

Sydney, Australia

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Infográfico da rivalidade Sydney x Melbourne

Falando em rivalidade (post anterior), o infográfico abaixo do HotelClub é muito bom.

Assim como paulistanos e cariocas vivem uma saudável relação de amor e ódio por questões históricas, geográficas, desportivas, políticas, econômicas, noveleiras e culturais, Melburnians e Sydneysiders também.

E, exceto no quesito beleza (Rio e Sydney são incontestes), nos demais toda e qualquer conclusão baseada no bairrismo é legítima – incluindo aí as piadinhas de praxe.

Por aqui, pessoas de Sydney chamam a população do Estado de Victoria, cuja capital é Melbourne, de Mexicans, por estarem ao sul da fronteira (turum-tchí). Preconceito total, eu sei, mas foram eles que criaram, não eu. Já os habitantes de New South Wales, estado cuja capital é Sydney, são conhecidos como Cockroaches, ou baratas (turum-tchí).

Apesar da associação imediata de Sydney com o Rio de Janeiro, e Melbourne com São Paulo, existem algumas particularidades que quebram essa co-relação.

Por exemplo, Melbourne, assim como o Rio, já foi a capital do país antes de construírem Brasília Canberra, e abriga o estádio mais icônico da Austrália, o MCG, espécie de Maracanã down under; enquanto que Sydney, embora tenha praias, baías e todo o playground natural que pende para o Rio, é a cidade mais populosa, cosmopolita e a principal economia do país.

E o melhor exemplo de que toda essa rivalidade, no fundo, é papo de boteco que acaba no divã, sou eu, paulistano da gema que, se voltasse para o Brasil, iria para o Rio de Janeiro, e vive em Sydney há quase cinco anos com a certeza de que a vida em Melbourne é muito mais interessante, porém, não vai por conta do fator praia, que pesa pra ficar.

Eis o infográfico!

Em tempo: o mapa das “tribos” com Bogans e Princesas (princesos obviamente inclusos) e Hipsters de Bondi é o melhor!


Feito por HotelClub

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The boys are back in town – Go The Blues

No primeiro dia de treino dos Blues de New South Wales para a grande decisão do State of Origin 2012, que acontece na próxima quarta-feira, 4 de julho, em Brisbane, o céu em Coogee Beach estava azul, assim como o mar.

Coincidência? Sinal divino?

Depois de uma derrota contestável por conta dos erros de arbitragem pró-Queensland no primeiro jogo, em Melbourne, e de uma vitória mais do que convincente na segunda partida, em casa, chegou a hora dessa gente azulada mostrar seu valor.

(Até porquê, se perderem será o sétimo título consecutivo de Queensland na competição de maior rivalidade da Austrália).

Depois de uma sessão puxada de treino no Oval, o esquadrão azul foi brincar de “baleia branca” na água, atividade muito comum entre crianças oitentistas que hoje estão na faixa dos 30 e bala.

Eis os participantes: Greg Bird, Todd Carney, Ben Creagh, Robbie Farah, Paul Gallen (cap.), Tim Grant, Jarryd Hayne, Michael Jennings, Luke Lewis, Trent Merrin, Brett Morris, Josh Morris, Mitchell Pearce, Beau Scott, Brett Stewart, Glenn Stewart, James Tamou, Anthony Watmough e Tony Williams.

Go The Blues!

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Espanha 2 x 0 França – Eurocopa 2012

Para quem não viu França x Espanha, agora a pouco, partida disputada na Ucrânia válida pelas quartas da Eurocopa, eis a informação mais importante para quem mora desse lado do planeta sob os auspícios de um fuso horário que detesta futebol: valeu a pena acordar às 4h30 da matina.

Lucas Jatobá, procede?

A Espanha, conforme esperado, iniciou a partida com o toque de bola barcelônico de praxe tentando cozinhar o galo, que por sua vez tinha Ribery aberto pela esquerda como única opção para sair do domínio espanhol. Não conseguiu.

Parênteses: Ribery com aquela cara de primo bastardo do Tevez e camisa rasgada era o próprio “Aqui é Coríntha” em campo.

Voltando. Aos 19 minutos, em jogada que começou no círculo central, passou por Iniesta na esquerda que deu ótimo passe para Jordi Alba cruzar quase da linha de fundo na cabeça de Xabi Alonso, que testou livre e firme na grande área, a Espanha abriu o placar. Um a zero justo.

A França, timidamente, esboçou sair para o jogo, mas a Espanha, que desceu para o intervalo com 324 passes trocados, sendo 82% certos, não deu espaço.

Precisando do gol, os franceses voltaram mais ligados no segundo tempo e se arriscando no ataque, o que deu outra dinâmica ao jogo. Em tempo: importantíssimo levando em conta que eram seis horas da matina por aqui.

As duas seleções criaram algumas oportunidades não muito claras, aos 20 minutos os dois técnicos mexeram em suas equipes, finalmente vindo a campo Nasri da França e Fernando Torres na Espanha, mas o jogo não saiu disso.

Bem, saiu. Faltando um minuto para terminar, a França conseguiu cometer um pênalti que Xabi Alonso converteu confirmando a vaga na semifinal contra Portugal. Clássico ibérico com cara de Barça e Real (não necessariamente um contra o outro).

No mais, se alguém encontrar o Benzema por aí, diga que Espanha x França já começou e terminou. Simplesmente patético o centroavante francês do Real.

Tá com cara de Espanha na final contra Alemanha, que vai passar pela Itália, que passará pela Inglaterra amanhã. Bem, quase sete da manhã. Vou dormir. Bom dia (ou boa noite, sei lá!).

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